Janeiro: o mês crítico para ansiedade, impulsos e recaídas em vícios

Entenda como o estresse financeiro e a pressão social aumentam riscos de comportamentos compulsivos no início do ano

Janeiro é conhecido por ser um mês desafiador para o bolso, mas o impacto vai muito além das finanças. Segundo o psicólogo clínico Leonardo Teixeira, especialista em compulsões, o início do ano é um período crítico para o aumento da ansiedade, impulsividade e recaídas em comportamentos compulsivos, como apostas, compras impulsivas e uso excessivo de pornografia.

Esse cenário se explica pela combinação de fatores que pressionam emocionalmente as pessoas. O acúmulo de dívidas — como IPVA, matrícula escolar e impostos — somado à sensação de que o dinheiro “evaporou”, cria um ambiente propício para o estresse financeiro. Além disso, a cobrança social por um “recomeço” e a comparação constante nas redes sociais elevam a sensação de fracasso e descontrole.

“A ansiedade deixa o cérebro mais impulsivo. Quando a pessoa acredita que está ‘sem saída’, ela busca qualquer forma de alívio rápido. E é aí que muitos caem em apostas, compras impulsivas, pornografia, álcool ou outras compulsões”, explica Leonardo Teixeira. Ele destaca que o vício funciona como uma fuga temporária do desconforto, mesmo que isso aprofunde os problemas financeiros e emocionais.

Janeiro reúne gatilhos emocionais poderosos: culpa pós-festas, pressão por produtividade e medo de não conseguir organizar a vida. Para quem já tem histórico de impulsos, esse período é especialmente perigoso. Campanhas esportivas que retornam no mês também reativam impulsos em pessoas que tentam se afastar das apostas.

Outro fator agravante é a pressão social. As redes sociais exibem conquistas e viagens, gerando uma comparação que pode levar à busca por compensação imediata, seja por meio de apostas para tentar recuperar dinheiro ou compras impulsivas para elevar a autoestima.

Para interromper esse ciclo, o psicólogo recomenda reconhecer que a ansiedade financeira é um problema emocional, não apenas econômico. “Criar um plano de organização simples, limitar a exposição a gatilhos, evitar ambientes de risco e buscar apoio profissional são estratégias essenciais.” Ele alerta ainda para sinais de alerta em familiares, como mudanças de humor, mentiras sobre gastos, irritabilidade e isolamento, que indicam busca por alívio compulsivo.

Buscar ajuda especializada, como psicoterapia, grupos de apoio ou CAPS, é fundamental para reduzir o risco de recaídas e desenvolver estratégias de enfrentamento. “Resolver dívidas exige clareza mental. E clareza não combina com impulsividade. Janeiro é um mês delicado, mas também pode ser o ponto de virada quando a pessoa decide pedir ajuda.”

Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas por assessoria de imprensa, trazendo um olhar profissional sobre a relação entre estresse financeiro e saúde mental no início do ano. Cuidar da mente é essencial para enfrentar os desafios de janeiro com equilíbrio e consciência.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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