Intestino e emoções: entenda como o “segundo cérebro” afeta seu humor e saúde

Descubra a conexão entre intestino e cérebro e como ela influencia ansiedade, dores de cabeça e bem-estar

Você já ouviu falar que o intestino é o nosso “segundo cérebro”? Essa expressão, cada vez mais aceita pela Medicina, revela uma conexão profunda e constante entre o sistema nervoso central e o trato digestivo. Essa comunicação acontece por meio de vias neurais, hormonais e inflamatórias, influenciando diretamente nosso comportamento, emoções e até sintomas físicos como dores de cabeça.

Segundo a coloproctologista Geanna Resende, essa ligação ocorre principalmente pelo nervo vago e por hormônios como o cortisol, liberado em situações de estresse, e a serotonina, produzida majoritariamente no intestino e associada ao bem-estar e ao bom humor. “Esse eixo cérebro-intestinal é bidirecional: o que acontece no intestino reflete no cérebro, e o que acontece no cérebro interfere diretamente no funcionamento intestinal”, explica a médica.

Um exemplo comum dessa relação é a dificuldade que muitas pessoas, especialmente mulheres, têm para evacuar quando estão fora de casa ou em momentos de tensão. Mesmo com alimentação e hidratação adequadas, o intestino pode “não funcionar” devido à interferência do sistema nervoso central. Por outro lado, a constipação intestinal crônica pode causar acúmulo de fezes, fermentação e gases, levando à disbiose intestinal — um desequilíbrio dos microorganismos que vivem no trato digestivo. Esse desequilíbrio provoca a produção de metabólitos inflamatórios que chegam ao cérebro, causando ansiedade, irritabilidade e sensação de estresse.

Além disso, dores de cabeça recorrentes e enxaquecas podem ter origem intestinal. Intolerâncias alimentares e digestão inadequada favorecem processos inflamatórios no intestino, que acabam funcionando como gatilhos para a dor no cérebro.

A saúde mental e intestinal estão intimamente ligadas. Ansiedade, depressão e distúrbios do sono elevam o cortisol e outros hormônios do estresse, que alteram a microbiota intestinal, prejudicando a digestão, absorção de nutrientes e a produção de serotonina, agravando o desequilíbrio emocional. O estilo de vida é decisivo nesse processo: alimentação pobre em fibras, excesso de açúcar e ultraprocessados, sedentarismo, sono inadequado, estresse constante e uso abusivo de medicamentos, como antibióticos, favorecem a disbiose e impactam diretamente a saúde mental.

Por isso, o cuidado deve ser integrado. “Não adianta tratar apenas a mente ou apenas o intestino. É necessário equilíbrio entre alimentação, atividade física, sono e controle do estresse”, reforça Geanna Resende. Em alguns casos, o tratamento intestinal adequado pode até reduzir a necessidade de medicamentos psiquiátricos em altas doses.

A especialista alerta ainda para a importância de não banalizar sintomas intestinais persistentes. Alterações no ritmo intestinal, dor abdominal e distensão podem indicar distúrbios funcionais, mas também sinais de doenças graves como o câncer de intestino. A recomendação é realizar colonoscopia a partir dos 45 anos ou antes, conforme sintomas e histórico familiar.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa, destacando a importância de cuidar do intestino para garantir equilíbrio emocional e saúde integral.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 91 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar