Inteligência Artificial no Recrutamento em 2026: Tecnologia e Toque Humano em Equilíbrio
Estudo da Korn Ferry revela como a IA transformará o recrutamento, mantendo a empatia e o julgamento humano essenciais
A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente no universo corporativo, transformando a forma como as empresas recrutam e gerenciam talentos. Um estudo recente da consultoria global Korn Ferry, divulgado em janeiro de 2026, traz insights importantes sobre as tendências que moldarão o recrutamento nos próximos anos, destacando que, apesar dos avanços tecnológicos, o toque humano continuará sendo fundamental.
Segundo o levantamento “AI in Recruitment: Talent Acquisition Trends 2026”, a IA será uma aliada poderosa na aquisição de talentos, com agentes autônomos capazes de executar tarefas e tomar decisões com mínima intervenção humana. Até 2026, 52% dos líderes de RH planejam incorporar esses agentes em suas equipes para otimizar processos de recrutamento, atendimento e suporte interno. No entanto, a consultoria alerta que a automação sem supervisão pode gerar vieses e decisões desumanizadas, reforçando a importância do equilíbrio entre tecnologia e empatia.
Carolina Barbosa, Sócia Sênior de Aquisição de Talentos da Korn Ferry, enfatiza: “A tecnologia é uma aliada poderosa, mas não substitui o olhar humano. As melhores decisões virão da integração entre dados e discernimento, algoritmos e empatia.” Essa visão destaca que, mesmo em um mercado cada vez mais automatizado, o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas serão as competências mais valorizadas em 2026, superando até mesmo o domínio técnico da IA.
Outro ponto importante do estudo é o alerta sobre a redução de vagas para profissionais em início de carreira. Cortes nessas posições podem comprometer o pipeline futuro de talentos e gerar escassez de líderes preparados para lidar com a transformação digital. “O desenvolvimento de novos profissionais é um investimento de longo prazo e uma das maiores garantias de sustentabilidade organizacional”, explica Barbosa.
Além disso, o estudo destaca que o sucesso na adoção da IA depende do engajamento das lideranças e do alinhamento cultural. “Implementar IA sem o engajamento da liderança é como comprar um carro de corrida e nunca sair da garagem”, compara a especialista. A área de Talent Acquisition também está ganhando protagonismo estratégico, influenciando decisões que impactam diretamente o futuro dos negócios.
Por fim, a flexibilidade no modelo de trabalho é apontada como fator decisivo para atrair e reter talentos. Políticas rígidas de retorno ao escritório podem afastar profissionais e prejudicar a diversidade. “Flexibilidade não é uma concessão, é uma nova moeda de valor”, conclui Carolina Barbosa.
O Brasil integra esse movimento global, vivendo um momento de amadurecimento digital, onde a combinação entre tecnologia, propósito e cultura organizacional será fundamental para o sucesso das empresas na próxima década. Este conteúdo foi elaborado com base em dados da assessoria de imprensa da Korn Ferry.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



