Fim do casamento na gravidez: impactos emocionais e sinais de alerta na gestação
Psicóloga perinatal explica como a separação durante a gravidez pode afetar a saúde emocional e a importância da rede de apoio
O recente anúncio do fim do casamento entre o ex-BBB Pedro Espíndola e sua esposa grávida, Rayne Luiza, trouxe à tona um tema delicado e frequente: a separação durante a gestação e seus impactos emocionais. Esse momento, já naturalmente intenso, pode se tornar ainda mais desafiador para a saúde mental da mulher, que muitas vezes tenta enfrentar a situação sozinha até que o corpo manifeste sinais claros de desgaste.
Segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, a gravidez envolve mudanças físicas e emocionais profundas. “A separação é sempre um momento difícil, mas, durante a gravidez, pode desencadear ou agravar problemas como ansiedade e depressão”, explica. Além disso, as oscilações hormonais típicas da gestação aumentam a sensibilidade e diminuem a tolerância ao estresse. “O corpo libera mais cortisol, o hormônio do estresse, que aumenta a tensão e pode prejudicar a saúde tanto da mãe quanto do bebê”, alerta Rafaela.
A psicologia perinatal é uma especialidade que foca no cuidado emocional durante a gravidez e o pós-parto, com o objetivo de prevenir e tratar sintomas como ansiedade e depressão. Rafaela destaca que, sem o suporte adequado, os riscos de complicações aumentam significativamente, afetando o desenvolvimento saudável do bebê. No Brasil, apesar da Lei 14.721 garantir assistência psicológica pelo SUS, a oferta de profissionais especializados é limitada: menos de 1% dos psicólogos possuem formação em psicologia perinatal. “Precisamos aumentar urgentemente o número de psicólogos perinatais para atender à demanda das gestantes e puérperas”, reforça a especialista.
Para atravessar os desafios emocionais de uma separação durante a gravidez, Rafaela Schiavo enfatiza a importância de uma rede de apoio sólida. Família, amigos e profissionais de saúde devem estar presentes para oferecer suporte prático e emocional, sem julgamentos ou romantizações do sofrimento. Caso a gestante precise de ajuda, é recomendável conversar com o obstetra para obter indicações de psicólogos perinatais, inclusive via SUS.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa e traz informações essenciais para mulheres que enfrentam a complexidade emocional da gestação em meio a uma crise afetiva. Reconhecer os sinais de alerta e buscar apoio especializado são passos fundamentais para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



