Como o cuidado com a saúde mental transformou a carreira de uma advogada após burnout
A jornada de superação e reinvenção profissional que destaca a importância do equilíbrio emocional no trabalho
Janeiro é o mês dedicado à campanha nacional Janeiro Branco, que visa conscientizar sobre a importância do cuidado com a saúde mental, incentivando a prevenção e o apoio psicológico. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 9,3% da população brasileira sofre de transtornos de ansiedade, quase metade dos brasileiros enfrentará algum distúrbio mental ao longo da vida, e cerca de 75% não recebem o tratamento adequado. O Brasil também ocupa a segunda posição nas Américas em tendência à depressão.
A advogada Karoline Monteiro, fundadora do Monteiro AKL Advocacia Especializada, vivenciou na prática os efeitos do excesso de trabalho e do estresse não tratado, enfrentando um burnout severo que impactou profundamente sua saúde emocional. “Há 10 anos pouco se falava do estresse no trabalho, ele era apenas aceito. Após anos de jornadas intensas, excesso de responsabilidades e uma rotina que deixava pouco espaço para a minha vida pessoal, enfrentei um burnout severo que trouxe consequências para a minha saúde emocional e me obrigou a rever não apenas a forma como trabalhava, mas o sentido desse trabalho na minha vida”, relata.
Essa experiência foi um ponto de virada para Karoline, que percebeu que o ritmo exaustivo significava abrir mão da saúde e da família. Ao buscar tratamento e se reconectar com suas prioridades, ela encontrou no empreendedorismo um propósito que valorizasse a autonomia, o respeito aos limites humanos e uma rotina mais equilibrada. “O burnout me ensinou que sucesso não pode ser medido apenas por produtividade ou reconhecimento externo. Ele precisa fazer sentido para quem vive aquela rotina todos os dias”, afirma.
Assim, Karoline fundou o Monteiro AKL, um escritório que prioriza um modelo de trabalho sustentável, com cultura organizacional que valoriza a saúde integral. A escolha por um formato flexível e digital permitiu que ela conciliassse carreira, maternidade e qualidade de vida, sem abrir mão do crescimento profissional. “Essa mudança foi essencial para que eu pudesse continuar atuando dentro do segmento que amo, mas para isso foi essencial olhar o que estava vivendo e estar disposta a mudar.”
Além de sua experiência pessoal, Karoline direciona sua atuação para ajudar trabalhadores que enfrentam condições físicas relacionadas à rotina profissional, como LER e DORT, problemas cada vez mais comuns, especialmente entre bancários.
Histórias como a de Karoline Monteiro são fundamentais para transformar dados alarmantes em reflexão e ação. O Janeiro Branco convida profissionais e empresas a revisarem escolhas, ritmos e modelos de trabalho que afetam a saúde emocional e física. “Cuidar da saúde mental, afinal, não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo e com a própria vida”, conclui.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas por assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



