Atividade física: o segredo para a saúde das articulações e prevenção de lesões

Entenda como o movimento regular fortalece ossos, músculos e articulações, prevenindo dores e promovendo qualidade de vida

Manter o corpo em movimento é uma das estratégias mais eficazes para prevenir dores nas costas, lesões nos joelhos e o desgaste precoce das articulações. A prática regular de atividade física, além de acessível, exerce papel fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento de problemas musculoesqueléticos.

Ainda existe a ideia equivocada de que o exercício prejudica as articulações. Na prática, ocorre o oposto. O corpo humano foi desenvolvido para se movimentar, e a atividade física atua como uma manutenção contínua de ossos, músculos e articulações.

Os benefícios são amplos e bem documentados. O fortalecimento muscular ajuda a sustentar as articulações e a absorver impactos, reduzindo a sobrecarga. Exercícios com carga adequada estimulam o aumento da densidade óssea, contribuindo para a prevenção da osteoporose. Além disso, o movimento favorece a circulação do líquido sinovial, responsável por nutrir e lubrificar as cartilagens, e preserva a flexibilidade, mantendo a mobilidade ao longo do tempo.

O sedentarismo, por outro lado, está associado a diversos problemas ortopédicos. Adultos que permanecem longos períodos sentados tendem a apresentar enfraquecimento da musculatura lombar e aumento das queixas de dor nas costas. O excesso de peso sobrecarrega articulações como joelhos e quadris, acelerando processos degenerativos. Entre os idosos, a perda natural de massa muscular e óssea torna a prática de exercícios ainda mais importante para preservar autonomia e qualidade de vida.

A Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, como caminhada acelerada, natação ou ciclismo, além de duas a três sessões semanais de fortalecimento muscular. A regularidade é mais relevante do que a intensidade. Manter uma rotina constante traz mais benefícios do que treinos esporádicos e excessivamente intensos.

Mesmo quem já convive com dores ou alguma condição ortopédica não deve evitar o movimento. Quando bem orientada, a atividade física integra o tratamento, fortalece as regiões afetadas e contribui para a reabilitação sem agravar lesões existentes. O exercício, nesses casos, é parte do cuidado contínuo com o corpo.

Movimentar-se ao longo da vida é uma escolha simples, mas com impacto duradouro. Cada passo dado hoje representa um investimento direto na saúde ortopédica e na qualidade de vida no futuro.

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Por Dr. Guilherme Falótico

Ortopedista especialista em cirurgia do quadril, CRM 128925; professor adjunto da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP; mestre e doutor em Ciências; fellowship no Rothman Institute (EUA) com foco em via anterior do quadril e infecções em artroplastias; certificado em cirurgia robótica com o robô Mako; membro da SBOT e da SBQ.

Artigo de opinião

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