ANVISA aprova novo tratamento para nefrite lúpica, complicação grave do lúpus
Obinutuzumabe amplia opções terapêuticas para pacientes adultos com nefrite lúpica no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a extensão de bula do medicamento obinutuzumabe para o tratamento de pacientes adultos com nefrite lúpica, uma das manifestações mais graves do lúpus eritematoso sistêmico (LES). A decisão, divulgada em janeiro de 2026, representa um avanço importante no manejo clínico dessa condição que pode levar à perda progressiva da função renal e à necessidade de diálise ou transplante.
A nefrite lúpica é uma inflamação renal crônica que acomete cerca de 60% das pessoas com lúpus ao longo da vida. Caracteriza-se por sinais clínicos e laboratoriais de atividade da doença, podendo evoluir para insuficiência renal crônica e hospitalizações frequentes. No Brasil, estima-se que entre 75 mil e 150 mil pessoas convivam com essa condição, que afeta predominantemente mulheres jovens, entre 20 e 45 anos, especialmente negras ou pardas. O impacto da doença ultrapassa a saúde, comprometendo a vida pessoal, acadêmica e profissional dessas pacientes.
Atualmente, o tratamento padrão para nefrite lúpica envolve corticosteroides e imunossupressores, mas sua eficácia é limitada e pode causar efeitos adversos significativos. Menos de 40% das pacientes alcançam resposta renal completa, e a recorrência da doença é comum nos primeiros anos de tratamento. Além disso, a nefrite lúpica está associada a um risco de morte até dez vezes maior em comparação ao lúpus sem comprometimento renal, com taxas de mortalidade que podem chegar a 47% em casos graves.
O obinutuzumabe, aprovado pela ANVISA por meio da Resolução RE nº 5.268, de 5 de janeiro de 2026, já é utilizado em outros países, como Estados Unidos, União Europeia, Taiwan e Emirados Árabes, onde mostrou eficácia em estudos clínicos como NOBILITY e REGENCY. A aprovação no Brasil amplia as opções terapêuticas para pacientes com nefrite lúpica, incluindo aqueles com Classes III ou IV, com ou sem Classe V concomitante, em associação à terapia padrão.
Essa novidade traz esperança para muitas mulheres que enfrentam a nefrite lúpica, uma doença que ainda representa um grande desafio para o sistema de saúde devido ao diagnóstico tardio, dificuldades de acesso a especialistas e alto impacto socioeconômico. Com o obinutuzumabe, espera-se melhorar o controle da doença, reduzir a progressão da insuficiência renal e oferecer uma alternativa mais segura e eficaz para o tratamento dessa condição grave.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Roche Farma Brasil e dados oficiais da ANVISA.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



