Últimos dias para visitar a mostra “Histórias da ecologia” no MASP

Exposição internacional revela conexões entre arte, ecologia e crise climática até 1º de fevereiro

A exposição “Histórias da ecologia” está em seus últimos dias no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, e pode ser visitada até 1º de fevereiro de 2026. A mostra coletiva internacional ocupa todos os espaços do Edifício Pietro Maria Bardi, reunindo mais de 200 obras de artistas, ativistas e movimentos sociais de 27 países, incluindo Colômbia, Islândia, Japão, Nova Zelândia, Peru e Turquia.

Com curadoria de André Mesquita e Isabella Rjeille, a exposição propõe uma reflexão profunda sobre a ecologia, entendida não apenas como meio ambiente, mas como uma rede complexa de relações entre humanos e seres mais-que-humanos — animais, plantas, rios, florestas e fungos. “Não conseguimos pensar a natureza separada do humano”, destaca Mesquita.

Dividida em cinco núcleos temáticos — Teia da vida; Geografias do tempo; Vir-a-ser; Territórios, migrações e fronteiras; e Habitar o clima — a mostra conecta questões locais e globais, apresentando perspectivas artísticas que abordam desde cosmovisões indígenas até os impactos da crise climática e as desigualdades sociais relacionadas a gênero, raça e classe.

No núcleo Teia da vida, por exemplo, a obra “The Political Life of Plants” (2021), do artista chinês Zheng Bo, explora a complexidade das relações entre plantas e outros seres por meio de um vídeo que acompanha uma caminhada em uma floresta na Alemanha, dialogando com cientistas especializados em biodiversidade e ecologia do solo. Já em Geografias do tempo, o artista indígena Aycoobo apresenta o “Calendário” (2024), que traz uma visão amazônica da temporalidade cíclica da natureza, contrastando com a lógica linear ocidental.

O núcleo Vir-a-ser destaca vínculos simbólicos e materiais entre humanos e mais-que-humanos, com obras como a série “Tentativas de criar asas”, de Rosana Paulino, que evoca seres híbridos em transformação, e a série fotográfica “Corpoflor”, de Castiel Vitorino Brasileiro, que propõe um hibridismo radical entre corpos humanos e naturais, desafiando normas sociais.

Em Territórios, migrações e fronteiras, a escultura “Refugee Astronaut XI” (2024), de Yinka Shonibare, simboliza os migrantes e refugiados contemporâneos, refletindo sobre os impactos da crise climática e dos ecocídios que forçam deslocamentos. Já Habitar o clima reúne trabalhos que investigam formas de ocupar e imaginar a cidade e o campo diante das mudanças ambientais, como a instalação inédita “Descida da terra/trabalho das águas” (2025), que retrata os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul.

Isabella Rjeille ressalta que “Histórias da ecologia transita entre diferentes saberes: o geológico, o biográfico, o ancestral, o espiritual, o comunitário, o local, o planetário”, ampliando a compreensão da crise climática como um fenômeno enraizado em estruturas coloniais e patriarcais.

Além da exposição, o MASP oferece recursos de acessibilidade, como visitas em Libras, textos em fonte ampliada e conteúdos audiovisuais em linguagem fácil, garantindo que o público tenha uma experiência inclusiva. Um catálogo bilíngue será lançado, reunindo imagens e textos da mostra, e a Loja MASP disponibiliza produtos especiais inspirados na exposição.

“Histórias da ecologia” integra o ciclo curatorial de 2025 do MASP, que também inclui outras mostras relevantes ao longo do ano, reafirmando o compromisso do museu com narrativas plurais e contemporâneas.

Não perca a oportunidade de vivenciar essa experiência única que conecta arte, ecologia e política, refletindo sobre nosso papel no planeta. A visitação é aberta ao público mediante agendamento online. Aproveite os últimos dias para conferir!

(Conteúdo baseado em informações da assessoria de imprensa do MASP)

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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