Quase metade dos jovens cariocas evita ajuda em saúde mental por medo do julgamento
Estudo revela que, apesar da consciência sobre a importância da saúde mental, o estigma ainda impede jovens do Rio de buscar apoio profissional
Apesar do crescente debate público sobre saúde mental, uma pesquisa recente revela que quase metade dos jovens cariocas entre 18 e 29 anos ainda evita buscar ajuda profissional por medo de julgamento social. Segundo dados apresentados pelo dr.consulta, 49% dos jovens dessa faixa etária já deixaram de procurar apoio por vergonha ou receio de serem rotulados.
Esse dado expõe um paradoxo importante: embora 79% dos entrevistados reconheçam que a saúde mental impacta diretamente a saúde física, muitos ainda enfrentam barreiras emocionais e culturais que impedem a busca por tratamento. A pesquisa, realizada em parceria com a Opinion Box e apresentada durante o painel “Raio-X do Carioca: Hábitos e Barreiras no Cuidado com a Saúde”, reforça que o estigma permanece um obstáculo significativo, mesmo em uma geração considerada mais aberta ao diálogo sobre emoções e bem-estar.
Entre os principais motivos para a evasão do atendimento estão a vergonha de falar sobre sentimentos (34%), o medo de serem vistos como “fracos” ou “desequilibrados” (19%), o receio de rótulos por familiares ou colegas (18%) e a falta de privacidade (15%). Esses fatores são ainda mais evidentes entre os jovens da geração Z, com 71% deles não buscando apoio profissional no último ano, apesar de 28% terem sentido necessidade.
Além do estigma, a pesquisa também aponta dificuldades práticas no acesso à saúde no Rio de Janeiro. Apenas 30% dos cariocas fazem acompanhamento médico regular, e 43% já evitaram procurar um médico acreditando que o problema passaria sozinho. Barreiras como o custo dos medicamentos (44%), falta de tempo (23%) e dificuldades logísticas (28%) também dificultam o cuidado contínuo.
O estudo destaca ainda que 70% dos cariocas nunca utilizaram serviços de telemedicina, indicando um potencial para ampliar o uso dessas plataformas como alternativa para facilitar o acesso ao atendimento.
Para enfrentar esses desafios, o dr.consulta anunciou sua chegada ao Rio de Janeiro com a inauguração da primeira unidade na Tijuca e uma unidade móvel de saúde que oferecerá acolhimento psicológico, teleorientação nutricional e atendimentos básicos, ampliando o acesso a serviços essenciais. Com um investimento de R$ 40 milhões, a empresa planeja abrir cinco unidades na cidade, gerar empregos e realizar mais de 125 mil exames até 2027.
Essa iniciativa reforça a importância de tornar o cuidado com a saúde mental e física mais acessível, especialmente para os jovens que ainda enfrentam o peso do estigma. Como destacou Nelson Teich, médico oncologista e ex-Ministro da Saúde, “não tem como cuidar da saúde sem entender a vida das pessoas”.
Os dados apresentados pela assessoria de imprensa do dr.consulta mostram que, apesar do avanço na conscientização, o caminho para uma cultura de cuidado integral e sem preconceitos ainda precisa ser construído com diálogo, apoio e facilitação do acesso.
Cuidar da mente é fundamental para a qualidade de vida, e superar o medo do julgamento é o primeiro passo para que cada vez mais jovens cariocas possam buscar o apoio que merecem.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



