Maternidade após os 40: crescimento no Brasil e o papel do congelamento de óvulos

Descubra como a tecnologia e a informação qualificada estão transformando a maternidade tardia no país

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam uma mudança significativa no perfil da maternidade no Brasil. Em apenas 20 anos, o número de mulheres que tiveram filhos após os 40 anos quase dobrou, passando de 57.832 nascimentos em 2003 para 109.170 em 2023, representando 4,3% do total de nascimentos no país. Essa tendência reflete transformações sociais e o avanço das tecnologias médicas que possibilitam o adiamento da gestação com maior segurança.

Um dos recursos que tem ganhado destaque nesse cenário é o congelamento de óvulos, também conhecido como criopreservação. A técnica consiste na coleta de óvulos maduros que são preservados em baixas temperaturas para uso futuro. Com a evolução da vitrificação, método que aumenta a taxa de sobrevivência dos óvulos após o descongelamento, as chances de fertilização e sucesso na reprodução assistida melhoraram consideravelmente. Segundo análises publicadas no Physicians Weekly, esses avanços laboratoriais tornaram o procedimento mais seguro e eficaz, ampliando sua adoção em diversos países.

No entanto, a qualidade dos óvulos é um fator determinante para o sucesso do processo. A ginecologista Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher 40+, alerta que “não vale a pena congelar óvulos de qualquer jeito. É preciso preparo, como se fosse engravidar agora. Se houver deficiência nutricional, desequilíbrio hormonal ou intoxicação por metais pesados, os óvulos podem não estar aptos a gerar um embrião saudável.” Essa preparação prévia é fundamental para evitar falsas expectativas e garantir melhores resultados.

Apesar dos avanços, o congelamento de óvulos ainda é um procedimento caro e pouco acessível no Brasil. Nos Estados Unidos, os custos por ciclo variam entre US$ 10 mil e US$ 15 mil, sem incluir taxas de armazenamento, segundo dados da American Society for Reproductive Medicine (ASRM). Além disso, o procedimento apresenta riscos, como a síndrome de hiperestimulação ovariana, e não garante uma gestação futura, já que o sucesso depende de múltiplos fatores, incluindo a idade da mulher no momento da coleta e sua saúde reprodutiva geral.

Outras tecnologias complementares, como a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI) e melhorias no cultivo embrionário, também contribuem para aumentar as taxas de sucesso da reprodução assistida, reforçando que o congelamento de óvulos faz parte de um conjunto de soluções tecnológicas que apoiam a maternidade tardia.

O adiamento da maternidade levanta debates éticos e sociais importantes, como até que idade é seguro tentar engravidar. A ASRM destaca a necessidade de informação clara para evitar falsas expectativas, ressaltando que o tema envolve ciência, responsabilidade social e individual.

O aumento da maternidade tardia no Brasil é uma tendência irreversível. Quando realizado com preparo adequado e informação de qualidade, o congelamento de óvulos é uma ferramenta poderosa para que mulheres possam decidir o momento certo para engravidar, sem abrir mão da saúde e da segurança. Este conteúdo foi elaborado com dados fornecidos pela assessoria de imprensa da Dra. Ana Maria Passos, especialista em saúde da mulher acima dos 40 anos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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