Golpes Digitais em Viagens: Como Proteger Seus Dados e Evitar Fraudes

A conveniência da tecnologia nas férias pode expor consumidores a riscos graves; saiba como identificar armadilhas e adotar práticas seguras

O uso intensivo de celulares, aplicativos bancários, serviços de pagamento e redes sociais faz com que férias e viagens se tornem períodos especialmente sensíveis para golpes digitais, fraudes e vazamentos de dados. Conexões Wi-Fi públicas, estações de carregamento compartilhadas, links falsos enviados por SMS ou e-mail e compras online feitas fora de ambientes seguros ampliam as brechas para ataques, justamente quando o consumidor costuma estar mais relaxado. O impacto vai além do prejuízo financeiro imediato e pode envolver roubo de identidade, uso indevido de dados pessoais e acessos não autorizados a contas e informações sensíveis.

Em um cenário de golpes cada vez mais sofisticados, até que ponto a conveniência justifica o risco? Quais armadilhas passam despercebidas durante viagens e períodos de descanso? E como cuidados simples podem evitar problemas jurídicos e danos à privacidade?

A resposta está na conscientização e na adoção de boas práticas de segurança digital. É fundamental que o consumidor entenda que a facilidade de acesso à internet em locais públicos não significa segurança. Redes Wi-Fi abertas, por exemplo, são terreno fértil para hackers que interceptam dados pessoais e financeiros. Da mesma forma, o uso de estações de carregamento públicas pode permitir a instalação de malwares nos dispositivos.

Além disso, a atenção redobrada deve ser dada a mensagens e links recebidos por SMS ou e-mail, que podem ser tentativas de phishing. Verificar a autenticidade das fontes antes de clicar é uma medida simples, mas eficaz. Realizar compras somente em sites confiáveis e evitar o uso de redes públicas para transações financeiras são outras práticas recomendadas.

Do ponto de vista jurídico, a responsabilidade pela proteção dos dados pessoais é compartilhada entre consumidores, empresas e provedores de serviços digitais. A governança corporativa e o compliance em segurança da informação ganham papel central na prevenção de fraudes, mas o consumidor também deve estar atento e informado para não se tornar vítima.

Portanto, a conveniência tecnológica não pode se sobrepor à segurança. Viajar com a consciência dos riscos e adotando medidas preventivas é a melhor forma de garantir que o descanso não seja interrompido por problemas decorrentes de golpes digitais.

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Por Fernando Moreira

advogado, especialista em Direito Empresarial, doutor em Engenharia de Produção com ênfase em Governança e Compliance, mestre em Direito Processual Civil pela Faculdade de Direito da USP, especializado em Direito Público pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus

Artigo de opinião

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