Convulsões em adultos autistas: neurologista alerta para riscos em ambientes de alta pressão
Entenda os cuidados essenciais e a relação entre convulsões, TEA e TDAH em situações de estresse extremo
O tema das convulsões em adultos autistas e pessoas com TDAH tem ganhado destaque, especialmente após episódios recentes que reacenderam o debate sobre saúde neurológica em ambientes de alta pressão. Com base em informações da assessoria de imprensa do Dr. Matheus Trilico, neurologista especialista no tratamento de adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), esclarecemos os principais pontos sobre esse assunto.
Convulsões são episódios causados por descargas elétricas excessivas e desorganizadas no cérebro, podendo ter diversas origens, como epilepsia, alterações metabólicas, privação de sono, infecções, traumas, uso ou suspensão de medicamentos, além do consumo de álcool ou drogas. Importante destacar que convulsões podem ocorrer mesmo em pessoas sem histórico neurológico, especialmente em situações de estresse físico e emocional intenso, desidratação ou esforço prolongado.
O neurologista explica que o diagnóstico de convulsão exige avaliação clínica detalhada, análise do histórico do paciente e, muitas vezes, exames complementares. “Existem diversos quadros que podem simular uma crise convulsiva, como síncope, hipoglicemia, queda de pressão ou exaustão extrema”, alerta o Dr. Trilico. Por isso, é fundamental evitar conclusões precipitadas baseadas apenas em imagens ou vídeos.
Durante uma crise convulsiva, os sinais mais comuns incluem movimentos involuntários, rigidez muscular, alteração ou perda de consciência, salivação excessiva e confusão mental após o episódio. No entanto, algumas convulsões podem ser sutis e não tão evidentes. Quanto à conduta correta, o médico reforça que é importante proteger a pessoa contra quedas, afastar objetos perigosos, não conter os movimentos e colocá-la de lado para facilitar a respiração. “Puxar a língua é um mito perigoso e pode causar lesões graves”, alerta.
Ambientes de alta pressão, como reality shows, reúnem fatores de risco para o sistema nervoso, incluindo confinamento, privação de sono, pressão emocional constante e esforço físico. Nesses contextos, o acompanhamento médico é essencial para descartar causas graves e prevenir novos episódios.
Outro ponto importante destacado pelo Dr. Trilico é a relação entre convulsões, TEA e TDAH na vida adulta. Pessoas com autismo têm maior risco de epilepsia, e a associação entre epilepsia e TDAH é considerada bidirecional, compartilhando mecanismos neurobiológicos e genéticos. Isso exige uma abordagem multidisciplinar e atenção especial à escolha dos medicamentos, devido às possíveis interações entre anticonvulsivantes e fármacos usados no tratamento do TDAH.
Por fim, o neurologista reforça a importância de tratar episódios neurológicos com responsabilidade e informação qualificada, para promover saúde e reduzir estigmas. “O cérebro é sensível ao ambiente, ao estresse e à privação. Informar com qualidade é uma forma de promover saúde e reduzir estigmas”, conclui.
Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa do Dr. Matheus Trilico, especialista em neurologia e neurodiversidade. Para mais informações sobre TEA e TDAH em adultos, é possível acessar o portal do neurologista.
Manter-se informado e atento aos sinais do corpo é fundamental para garantir qualidade de vida e bem-estar, especialmente para mulheres que convivem com essas condições ou que desejam entender melhor a neurodiversidade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



