5 mitos e verdades sobre alimentação e enxaqueca que toda mulher precisa saber
Descubra como a alimentação influencia (ou não) as crises de enxaqueca e o que realmente ajuda no controle dos sintomas
A enxaqueca é uma condição neurológica complexa que afeta muitas mulheres, mas ainda existem muitos mitos sobre o papel da alimentação no desencadeamento e controle das crises. Com base em informações da assessoria de imprensa do Headache Center Brasil, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, reunimos cinco mitos e verdades para esclarecer dúvidas comuns sobre o tema.
Primeiramente, é importante entender que a enxaqueca não é causada por nenhum alimento específico. Trata-se de uma doença crônica do cérebro, de origem hereditária. Portanto, a ideia de que “a enxaqueca pode ser causada pela alimentação” é um mito. O tratamento correto visa controlar os sintomas, que vão muito além da dor de cabeça, incluindo náuseas, tonturas, alterações de humor e até problemas intestinais.
Por outro lado, alguns alimentos estimulantes podem piorar uma crise ou aumentar a frequência das crises, cronificando a doença. Café, cacau (presente no chocolate), cupuaçu, guaraná e erva mate são exemplos que contêm cafeína, um estimulante que pode mascarar sintomas e agravar o quadro. Da mesma forma, alimentos termogênicos como pimenta forte, gengibre, canela e cúrcuma também devem ser evitados, pois possuem efeito estimulante para o cérebro.
Outro ponto importante é o consumo de refrigerantes, especialmente os que contêm cola e guaraná, que também são estimulantes e, portanto, não recomendados para quem sofre de enxaqueca. Além disso, o molho shoyu, muito usado na comida japonesa, contém glutamato monossódico, um estimulante cerebral que pode desencadear crises. Temperos prontos, biscoitos e salgadinhos com sal também devem ser evitados pelo mesmo motivo.
Muitas pessoas acreditam que o glúten ou a lactose causam enxaqueca, mas isso é um mito. Embora algumas pessoas tenham intolerâncias alimentares que podem causar reações exacerbadas, esses componentes não são gatilhos diretos da doença. O mesmo vale para o açúcar: não é necessário eliminá-lo da dieta, pois não causa enxaqueca. Na verdade, a compulsão por doces pode ocorrer no período prévio à crise, chamado pródromo, como uma forma do cérebro buscar energia.
Por fim, cortar alimentos estimulantes é apenas uma parte do tratamento. A enxaqueca não é uma doença de causa alimentar, e os gatilhos alimentares não são os únicos fatores envolvidos. A alimentação deve ser considerada dentro de um plano de tratamento integrado, que inclui acompanhamento médico e nutricional.
Como explica a neurologista Thaís Villa, “o problema não está no prato, porque as pessoas que não têm enxaqueca toleram muito melhor os alimentos estimulantes. A enxaqueca não é só crise de dor de cabeça. É uma doença neurológica com dezenas de sintomas e a crise é o ápice dessa doença”.
Entender esses mitos e verdades ajuda a desmistificar a relação entre alimentação e enxaqueca, promovendo um cuidado mais consciente e eficaz para quem convive com essa condição.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



