Por que o colo é essencial: neurocientista desmistifica mito e revela o poder do afeto desde o nascimento
Vídeo viral explica com ciência como o abraço e o contato físico são vitais para o desenvolvimento emocional saudável
Um vídeo da neurocientista Telma Abrahão vem ganhando destaque nas redes sociais ao desmistificar a crença popular de que “colo estraga”. Com mais de 1 milhão de visualizações em menos de 24 horas, a especialista em desenvolvimento infantil e escritora best-seller apresenta evidências científicas que comprovam a importância do afeto e do contato físico para a organização cerebral e a saúde emocional desde os primeiros meses de vida.
Baseando-se em um dos estudos mais emblemáticos da psicologia, conduzido em 1958 pelo psicólogo Harry Harlow, Telma explica como o experimento com filhotes de macacos rhesus mudou a compreensão sobre o vínculo entre bebês e cuidadores. No estudo, os filhotes tinham a opção entre duas “mães” artificiais: uma de arame, que oferecia leite, e outra de pano, macia e acolhedora, mas sem alimento. Surpreendentemente, os filhotes passavam a maior parte do tempo agarrados à mãe de pano, buscando conforto e segurança emocional, e não apenas nutrição.
“Durante muito tempo, a ciência acreditou que o bebê só amava a mãe porque ela o alimentava. Era uma visão fria, puramente fisiológica. Harlow mostrou que essa lógica estava errada”, afirma Telma Abrahão. Para ela, esse experimento é fundamental para entender o desenvolvimento humano, já que bebês humanos nascem ainda mais imaturos e dependentes do contato físico para regular seu sistema nervoso.
Telma reforça que o colo não é um mimo ou vício, mas sim um regulador externo do sistema nervoso, capaz de organizar o cérebro, reduzir o cortisol e ativar circuitos de segurança essenciais para o desenvolvimento saudável. Ela destaca que frases como “colo demais estraga” ou “vai acostumar mal” não têm respaldo biológico. “O bebê não chora só de fome de leite. Ele chora de fome de pele, de contato, de vínculo”, explica.
Além de abordar o impacto do afeto na infância, a neurocientista conecta essa necessidade ao universo adulto, ressaltando que muitas pessoas vivem em estado constante de alerta porque nunca tiveram um “lugar seguro para pousar”. Segundo ela, tentativas de preencher essa carência com trabalho, consumo ou desempenho não substituem o acolhimento e a conexão verdadeira.
Com uma linguagem acessível e um forte apelo emocional, o vídeo de Telma Abrahão convida o público a refletir: “E se hoje você fosse o colo de alguém? Ou finalmente admitisse que também precisa de um?”. Essa abordagem tem ampliado o debate sobre desenvolvimento infantil, saúde emocional e vínculos afetivos, tornando a ciência um conteúdo de alto alcance e relevância nas redes sociais.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



