Slow sex: desacelerar o sexo para resgatar o prazer em tempos de ansiedade
Em meio à rotina acelerada e ao estresse, o slow sex surge como caminho para uma sexualidade mais consciente e prazerosa
Em uma sociedade marcada pela pressa, excesso de estímulos e cobrança constante por desempenho, o sexo muitas vezes se torna uma atividade automática, desconectada do momento presente. É nesse cenário que o slow sex surge como uma proposta de reconexão, priorizando menos o resultado e mais a atenção ao corpo, à presença e à troca entre as pessoas.
Dados de uma enquete realizada com mais de 6 mil usuários do Sexlog, maior plataforma de sexo e swing do Brasil, revelam que 76,9% acreditam que desacelerar melhora o prazer sexual, embora 82,4% nunca tenham ouvido falar no conceito de slow sex. Isso mostra que, mesmo sem conhecer o termo, muitas pessoas já sentem a necessidade de mudar a forma como vivem a intimidade.
A pesquisa também indica que a sensação de “transar no automático” aumenta com a idade e a rotina. Entre usuários de 35 a 54 anos, mais da metade relata vivenciar o sexo de forma mecânica, sem intensidade ou envolvimento verdadeiro. A neuropsicanalista clínica e especialista em relações contemporâneas Sanny Rodrigues explica que “as pessoas querem sexo, mas estão emocionalmente desconectadas do próprio corpo e, muitas vezes, do corpo do parceiro ou da parceira”. Para ela, rotina, cansaço e falta de investimento consciente transformam a sexualidade em algo funcional, e o sexo, assim como outras áreas da vida, precisa de cuidado para não cair no automático.
Quando analisados os tipos de relacionamento, usuários casados ou em relações longas relatam mais variações no ritmo sexual e maior sensação de repetição. Sanny destaca que “não é falta de desejo, é falta de investimento consciente”, e que o problema está na perda de presença, já que o cotidiano ocupa o lugar da atenção. O slow sex propõe estar diferente no encontro, não necessariamente fazer algo diferente. “Menos pressa costuma gerar mais intimidade”, resume a especialista.
A ansiedade também interfere diretamente no prazer sexual. Mais da metade dos entrevistados afirma que ansiedade ou cansaço atrapalham o prazer muitas vezes, e quase 60% já deixaram de transar por estarem estressados ou sem energia mental. Para Sanny, “quando a pessoa está ansiosa, o corpo entra em estado de alerta. Um corpo em alerta não relaxa, ele se protege. O desejo até pode existir, mas o prazer não acompanha.” Ela reforça que não se trata de falta de vontade, mas de segurança corporal.
Entre os principais fatores que prejudicam o prazer sexual hoje estão cansaço físico, falta de conexão com o parceiro(a), falta de tempo e distrações como celular e trabalho. A maioria dos usuários acredita que desacelerar pode melhorar a experiência sexual, validando emocionalmente a proposta do slow sex. “Quando o orgasmo vira objetivo, o sexo deixa de ser encontro e vira teste. Quanto mais cobrança, menos o corpo responde”, explica Sanny. “Desacelerar tira o foco do resultado e devolve o prazer ao processo.”
O slow sex não é uma técnica nem uma regra sobre duração, mas uma questão de qualidade de presença. Envolve conversa, cuidado, pausas, atenção e olho no olho, transformando o sexo em uma experiência de troca. Essa abordagem pode ser vivida em qualquer tipo de relação, inclusive em encontros casuais, desde que haja consciência e diálogo.
Para começar a praticar o slow sex, a especialista sugere olhar além da cama: reduzir distrações, respirar melhor, prestar atenção no toque e usar a música como aliada já fazem diferença. “Presença é simples e transformadora.” Em um cenário de excesso, o slow sex não é uma moda passageira, mas uma resposta a um cansaço coletivo e uma reconexão com o corpo.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa do Sexlog.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



