Literatura infantil como ferramenta para educação digital segura desde cedo

Como livros lúdicos ajudam crianças a entender senhas, privacidade e golpes na internet

Com o acesso à internet cada vez mais precoce entre as crianças brasileiras, a literatura infantil tem ganhado um papel fundamental na educação digital. Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil mostram que crianças a partir dos 6 anos já utilizam a internet, enquanto levantamentos da Sociedade Brasileira de Pediatria indicam que o tempo de tela ultrapassa o recomendado para a faixa etária pré-escolar. Diante desse cenário, especialistas defendem que a educação para o uso seguro da tecnologia acompanhe esse crescimento, e os livros infantis surgem como aliados importantes para essa missão.

O projeto “O Cibernauta e a Super Senha Secreta”, desenvolvido pelo especialista em segurança da informação Daniel Meirelles e pelo economista Eduardo Argollo, é um exemplo dessa tendência. Voltado para crianças entre 6 e 10 anos, o livro usa uma narrativa de aventura para abordar conceitos básicos de proteção digital, como a importância das senhas, a privacidade e os riscos de golpes online. Segundo Meirelles, “a criança já chega à internet muito cedo. Se a conversa sobre segurança começa apenas na adolescência, ela perde o caráter preventivo”.

Eduardo Argollo destaca que a escolha do livro como meio principal não é por acaso: “A literatura permite explicar por que certos cuidados são necessários, sem recorrer ao medo ou à proibição. A criança entende o motivo de proteger uma senha ou de não responder a um estranho porque isso faz sentido dentro da história”. Essa abordagem lúdica facilita a assimilação de conceitos abstratos, criando uma ponte entre o universo infantil e as práticas de proteção digital.

Além do aspecto pedagógico, o mercado editorial também acompanha essa demanda. A Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro aponta que o segmento infantil e juvenil representa cerca de 18% dos exemplares vendidos, com crescimento puxado por títulos educativos. Editoras ampliam seus catálogos com obras que tratam de tecnologia, cidadania digital e comportamento online, respondendo ao interesse de famílias e escolas.

A literatura infantil, portanto, não substitui regras ou controles parentais, mas complementa esses mecanismos com compreensão. “Bloquear ou limitar o acesso não ensina a criança a lidar com o risco quando ele aparece. A história cria repertório para que ela reconheça situações problemáticas”, afirma Meirelles. Desde o lançamento, o projeto tem sido bem recebido por escolas e famílias, que utilizam o livro como ponto de partida para atividades educativas sobre tecnologia.

Esse movimento reforça a importância de inserir a educação digital desde a infância, preparando as crianças para um mundo cada vez mais conectado e complexo. A literatura infantil, com sua capacidade de traduzir temas difíceis em histórias envolventes, mostra-se uma ferramenta eficaz para formar cidadãos digitais conscientes e protegidos.

Este conteúdo foi elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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