Esporotricose: cuidados essenciais para proteger crianças e adultos nas férias de verão
Médicos-veterinários alertam sobre os riscos da esporotricose transmitida por gatos e como se prevenir durante o lazer ao ar livre
As férias de verão são sinônimo de lazer e momentos ao ar livre para toda a família. No entanto, esse período também traz um alerta importante para a saúde, especialmente em relação à esporotricose, uma doença fúngica que afeta principalmente gatos, mas que pode ser transmitida para humanos, incluindo crianças e adultos. Dados da assessoria de imprensa destacam que a esporotricose está fora de controle em diversas cidades brasileiras, exigindo atenção redobrada neste verão.
O aumento da luz natural estimula a atividade reprodutiva dos gatos, que passam a circular mais pelas ruas em busca de parceiros, aumentando o risco de contaminação pelo fungo Sporothrix spp. Esse fungo provoca lesões na pele dos animais, que ficam expostas e facilitam a transmissão da doença. Segundo o médico veterinário Carlos Brunner, “a esporotricose é uma doença que exige acompanhamento veterinário e tratamento prolongado, o que representa um grande desafio em muitos municípios brasileiros, especialmente nas áreas com alta circulação de gatos não castrados e com livre acesso às ruas.”
A transmissão para humanos ocorre principalmente por meio de mordidas ou arranhões de gatos doentes, mas também pode acontecer após contato com matéria vegetal contaminada, como espinhos de roseiras. A médica veterinária Isabella Dib Gremiao reforça que “o principal cuidado deve ser evitar contato direto com gatos doentes, especialmente arranhões, mordidas ou contato com secreções das lesões.” Ela ainda destaca que o simples contato com solo, areia ou grama não representa risco significativo para a infecção.
Identificar um gato com esporotricose é possível ao observar feridas na pele que não cicatrizam, geralmente exsudativas, com sangue ou pus, localizadas em áreas como face, nariz, orelhas, patas e cauda. Também podem ocorrer sinais respiratórios, como espirros, associados a lesões na mucosa nasal.
Para proteger a família, especialmente as crianças, os especialistas recomendam evitar contato com gatos desconhecidos, lavar bem as mãos após brincadeiras ao ar livre e manuseio de animais, além de manter a pele protegida, evitando que crianças brinquem descalças ou com feridas expostas. Caso haja suspeita de esporotricose em um gato doméstico, é fundamental seguir rigorosamente o tratamento veterinário, usar luvas ao medicar o animal e higienizar o ambiente.
Uma novidade promissora no tratamento da esporotricose felina é o equipamento SPORO PULSE, desenvolvido por veterinários brasileiros. Essa tecnologia utiliza pulsos elétricos para criar poros irreversíveis nas células do fungo, matando-o sem prejudicar a pele do gato. Com uma ou duas aplicações, o tratamento pode reduzir significativamente o tempo e a necessidade de medicação oral, que tradicionalmente dura até seis meses. Essa inovação representa um avanço importante para a saúde pública e o bem-estar dos animais.
Em resumo, o cuidado com a esporotricose durante as férias de verão é fundamental para proteger crianças, adultos e pets. Evitar o contato com gatos doentes, manter a higiene adequada e buscar tratamento veterinário são medidas essenciais para conter a doença e garantir um verão seguro e saudável para toda a família.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



