Como o modelo de gestão impacta a saúde social e mental no trabalho, segundo pesquisa

Entenda por que 93% dos profissionais acreditam que a liderança influencia diretamente o bem-estar no ambiente corporativo

Uma pesquisa recente realizada pelo Talenses Group, em parceria com a professora Maria José Tonelli e Daniel Andrade, ambos da FGV-EAESP, trouxe à tona dados importantes sobre a relação entre o modelo de gestão e a saúde social e mental dos profissionais. O estudo, que ouviu 450 profissionais de diversos setores, revela que 93% dos entrevistados acreditam que o modelo de gestão influencia diretamente a saúde social no ambiente de trabalho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica o isolamento social como um problema grave, capaz de aumentar em até 50% o risco de demência e em 29% a chance de ataques cardíacos, além de estar ligado à depressão e à redução da longevidade. Na esfera corporativa, esses impactos se traduzem em queda de engajamento, aumento de casos de burnout e perda de produtividade, desafios que se intensificaram com a pandemia e a adoção de modelos híbridos e remotos.

Segundo Doyle & Link (2024), saúde social é definida como “a quantidade e a qualidade adequada das relações num determinado contexto que preencha as necessidades de um indivíduo para uma conexão humana significativa.” Essa definição reforça que vínculos consistentes são essenciais para a saúde integral, incluindo o aspecto mental e social.

Os resultados da pesquisa indicam uma crise nas relações interpessoais: 88% dos profissionais percebem uma piora na qualidade das relações, 92% associam vínculos frágeis ao agravamento da saúde mental, e 87% reconhecem impactos até mesmo na longevidade. Além disso, 94% relacionam diretamente a piora dos vínculos sociais ao agravamento da saúde mental.

Luiz Valente, CEO do Talenses Group, destaca que “relações fragilizadas comprometem não apenas a vida das pessoas, mas também a sustentabilidade dos negócios, já que equipes sem conexão sofrem mais com falta de engajamento e queda de produtividade.”

A pesquisa também revelou que, apesar de 76% manterem vínculos de longo prazo com colegas, metade dos profissionais já enfrentou burnout ou outro tipo de sofrimento mental. Outro dado preocupante é que 50% dos entrevistados afirmam que seu círculo de amizades diminuiu, e 59% acreditam que divergências políticas afetaram negativamente suas relações pessoais. Mulheres e profissionais da Geração Z aparecem como os grupos mais vulneráveis a esses impactos.

Maria José Tonelli reforça que “a solidão não pode ser vista apenas como um problema individual. Ela é um desafio coletivo, que fragiliza equipes, empresas e a sociedade como um todo.” O estudo aponta que investir em conexões sólidas dentro das organizações pode se tornar um diferencial competitivo importante.

Por fim, Luiz Valente ressalta que “o modelo totalmente presencial já não atende às necessidades de muitas pessoas e empresas, já que a saúde social também se constrói fora do ambiente corporativo e demanda tempo para relações familiares e comunitárias.” O desafio para as lideranças é encontrar um equilíbrio que promova pertencimento, confiança e comunicação eficaz, garantindo assim o bem-estar e a produtividade sustentável das equipes.

Este levantamento reforça a urgência de repensar os modelos de gestão para valorizar a saúde social e mental, transformando o ambiente de trabalho em um espaço de conexões reais e apoio mútuo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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