Vacinação em todas as idades: essencial para saúde e qualidade de vida

Especialistas reforçam a importância de manter o calendário vacinal atualizado da infância à terceira idade

Manter a vacinação em dia é fundamental para a proteção da saúde em todas as fases da vida, da infância à terceira idade. Dados recentes da assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês destacam que a queda na cobertura vacinal no Brasil tem provocado o retorno de doenças que estavam controladas, reforçando a necessidade de atenção contínua ao calendário de imunização.

A infância é o período com o calendário vacinal mais robusto, iniciando ainda na maternidade com vacinas como a BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da hepatite B. Aos dois meses, começam as imunizações contra coqueluche, difteria, tétano, poliomielite, Haemophilus influenzae, rotavírus e pneumococos, que são reforçadas aos quatro e seis meses. Vacinas contra meningococos, influenza, Covid-19, febre amarela e a tríplice viral completam o esquema, garantindo proteção contra doenças graves. Segundo o pediatra Ricardo Luiz Fonseca, “esquemas incompletos significam que o indivíduo não está corretamente imunizado e, portanto, não está protegido”.

Na vida adulta, a vacinação costuma ser negligenciada, especialmente os reforços contra tétano e difteria, que devem ser aplicados a cada dez anos. A infectologista Mirian Dal Ben alerta que “muitas pessoas só se lembram dessas vacinas quando sofrem algum ferimento e procuram atendimento de urgência, deixando descobertas situações mais simples que também podem representar risco”. Outro ponto importante é a vacina contra hepatite B, que passou a ser oferecida no calendário nacional em 1998, deixando uma geração acima dos 40 anos sem imunização, que hoje precisa buscar a proteção de forma ativa.

A baixa adesão à vacina contra a gripe permanece um desafio, mesmo com ampla disponibilidade. A influenza pode causar quadros graves, especialmente em grupos de risco, e o vírus da pandemia de H1N1 em 2009 ainda circula. Para os idosos, a atenção deve ser redobrada, pois o risco de complicações é maior. A vacina pneumocócica, por exemplo, reduz hospitalizações e complicações em pacientes com doenças crônicas, prevenindo pneumonia e meningite. Além dela, vacinas contra influenza, Covid-19, herpes-zóster e o vírus sincicial respiratório (VSR) são essenciais nessa faixa etária.

Mirian Dal Ben destaca que “manter o calendário vacinal atualizado prolonga a expectativa de vida e melhora a qualidade dela”. Novas vacinas, como a pneumocócica com 20 sorotipos e as contra o VSR para idosos e gestantes, ampliam as opções de proteção. Estudos recentes também associam as vacinas contra influenza e herpes-zóster a menor risco de demência, reforçando os benefícios da imunização contínua.

O Programa Nacional de Imunizações do Brasil é um dos mais completos do mundo, com ampla oferta e acesso facilitado em unidades básicas de saúde e campanhas permanentes. No entanto, a confiança nas vacinas, o esquecimento e a dificuldade em acompanhar o histórico vacinal ainda são obstáculos a serem superados. A recomendação dos especialistas é clara: “Na dúvida, vacine-se”.

A imunização é uma das maiores conquistas da medicina moderna e continua sendo um pilar da saúde pública, protegendo não só o indivíduo, mas toda a comunidade. Portanto, manter as vacinas em dia é um ato de cuidado consigo mesma e com quem está ao redor.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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