Quando é a melhor idade para começar o tratamento ortodôntico?

Entenda a importância do diagnóstico precoce para um sorriso saudável e harmonioso

Os tratamentos ortodônticos são fundamentais para corrigir a maloclusão, alinhando os dentes e posicionando corretamente os ossos maxilares. Além de melhorar a estética do sorriso, eles promovem a mastigação adequada e a saúde bucal em geral. Segundo dados da assessoria de imprensa do Conselho Federal de Odontologia (CFO), o momento ideal para iniciar a avaliação ortodôntica é a partir dos sete anos de idade, quando começa a troca dos dentes de leite pelos permanentes.

Especialistas reforçam que essa fase é crucial para o diagnóstico precoce das alterações oclusais, pois permite identificar desarmonias no crescimento facial e avaliar o espaço disponível para os dentes permanentes ainda não irrompidos. A presidente da Associação Brasileira de Ortodontia (ABOR), Carla D’Agostini Derech, destaca que “uma avaliação nessa idade é fundamental, pois alguns problemas ortodônticos podem ser mais fáceis de corrigir se forem detectados precocemente.” A maioria dos tratamentos corretivos, com aparelhos fixos convencionais, costuma começar por volta dos 12 anos, após a troca completa dos dentes de leite.

Além disso, a presidente da Sociedade Paulista de Ortodontia (SPO), Soo Young Kim Weffort, explica que a primeira avaliação pode ocorrer ainda na fase de dentição decídua, embora nem sempre o tratamento seja iniciado imediatamente. Muitas vezes, o acompanhamento periódico é suficiente até o momento ideal para a intervenção. Ela ressalta a importância de observar mordidas cruzadas, que, se corrigidas precocemente, evitam problemas no desenvolvimento craniofacial.

O acompanhamento odontológico desde a infância é essencial para prevenir casos mais complexos e garantir tratamentos mais assertivos. Pequenas intervenções durante o crescimento da criança podem corrigir desvios como mordida cruzada, mordida aberta e problemas de espaço nas arcadas dentárias. Isso torna o tratamento corretivo menos extenso, com menor complexidade, reduzindo custos e proporcionando resultados mais duradouros.

Outro ponto importante é a atuação multidisciplinar em alguns casos, envolvendo otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos para tratar problemas respiratórios ou hábitos bucais que favorecem a maloclusão, como o uso prolongado de chupetas ou sucção do polegar.

As maloclusões podem ter causas genéticas, ambientais ou epigenéticas, e fatores como hábitos bucais inadequados, respiração bucal crônica e perda precoce de dentes decíduos contribuem para seu desenvolvimento. Por isso, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde bucal e a qualidade de vida.

Atualmente, existem diversos tipos de aparelhos ortodônticos, desde os fixos metálicos e estéticos até os alinhadores transparentes, que oferecem alternativas mais confortáveis e discretas para adolescentes e adultos. A tecnologia digital, como exames tomográficos, tem auxiliado nas decisões terapêuticas, especialmente em casos que demandam abordagens cirúrgicas ou multidisciplinares.

Em resumo, a melhor idade para iniciar o tratamento ortodôntico é após os sete anos, com avaliação precoce para identificar e corrigir problemas no momento certo. Esse cuidado contribui para um sorriso harmonioso, saúde bucal equilibrada e melhora significativa na autoestima e qualidade de vida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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