Novas tecnologias ampliam prevenção do câncer do colo do útero no Brasil
Autocoleta vaginal e avanço na vacinação fortalecem o combate ao HPV e facilitam o acesso ao diagnóstico
O Brasil tem dado passos importantes para reduzir a incidência do câncer do colo do útero, uma das doenças mais comuns entre as mulheres no país. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer, são estimados mais de 17 mil novos casos anualmente entre 2023 e 2025, mantendo o câncer do colo do útero como um desafio de saúde pública. A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) é o principal fator para o desenvolvimento da doença, sendo que cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus ao longo da vida, conforme dados da Organização Mundial da Saúde.
Entre as inovações que vêm reforçar a prevenção está a autocoleta vaginal, uma técnica que permite que a própria mulher realize a coleta do material para o exame em casa, com dispositivos simples e seguros. Essa modalidade amplia significativamente o acesso ao rastreamento, especialmente para mulheres que enfrentam barreiras culturais, religiosas, dificuldades de deslocamento ou desconforto com o exame tradicional de Papanicolaou. Estudos indicam que a autocoleta apresenta eficácia equivalente à coleta realizada em consultório, tornando-se uma ferramenta inclusiva e eficaz para alcançar grupos historicamente excluídos do diagnóstico precoce.
“A autocoleta vaginal tem potencial para transformar o cenário da prevenção no Brasil ao levar o rastreamento até mulheres que, por diversas barreiras, não conseguem realizar o exame de Papanicolaou. É uma chance de promover autonomia e ampliar o alcance do diagnóstico”, destaca Adriana Rossi, Diretora de Negócios DS Brasil.
Além da autocoleta, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem incorporado o teste molecular de DNA-HPV, realizado pela técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), que detecta o vírus de forma mais sensível e precoce do que o exame tradicional. O rastreamento regular continua sendo fundamental para identificar alterações antes que o câncer se desenvolva.
Outro pilar essencial na prevenção é a vacinação contra o HPV, que protege contra os tipos virais de maior risco para o câncer do colo do útero. Em 2025, o Brasil alcançou cobertura vacinal superior a 80% entre meninas de 9 a 14 anos e cerca de 70% entre meninos da mesma faixa etária, números acima da média global. Esse avanço é resultado do fortalecimento das campanhas nacionais e da mobilização em escolas e municípios, consolidando a vacina como uma estratégia indispensável para a saúde feminina. O uso de preservativos e a educação sexual também permanecem como medidas importantes para reduzir a transmissão do vírus e aumentar a conscientização da população.
Com essas tecnologias e ações ampliadas, o Brasil avança na luta contra o câncer do colo do útero, promovendo um futuro mais saudável e inclusivo para as mulheres em todo o país.
Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



