Fome Silenciosa: Entenda os Riscos da Privação Alimentar para o Cérebro
A falta de alimento prolongada pode causar convulsões e danos neurológicos graves, alerta especialista
Durante a prova do líder exibida no BBB 26, o ator Henri Castelli sofreu uma convulsão, fato que acendeu um alerta importante sobre os perigos da privação prolongada de alimentos. Esse episódio traz à tona a discussão sobre a chamada “fome silenciosa” e seus impactos no sistema neurológico, tema que merece atenção especial.
Segundo a nutricionista clínica e esportiva Thainara Gottardi, ficar muitas horas sem comer pode levar à hipoglicemia, condição em que o nível de glicose no sangue cai drasticamente. Como o cérebro depende da glicose como sua principal fonte de energia, essa falta pode comprometer seu funcionamento e, em casos graves, desencadear crises convulsivas.
“Privar o corpo de alimento por muito tempo não é apenas uma questão estética ou de disciplina. É uma agressão direta ao sistema nervoso, que pode resultar em convulsões e danos irreversíveis”, alerta a especialista. A hipoglicemia grave, além de causar convulsões, pode levar à perda de consciência e até ao coma, configurando uma emergência médica.
Além da glicose, minerais essenciais como cálcio, magnésio e sódio são fundamentais para a condução nervosa. A deficiência desses nutrientes, comum em períodos de jejum extremo ou desnutrição, aumenta ainda mais o risco de crises. O corpo humano não foi feito para suportar longos períodos sem alimento; a fome prolongada desregula hormônios, enfraquece o sistema imunológico e compromete funções vitais.
Convulsões decorrentes da privação alimentar não são raras em casos de transtornos alimentares ou dietas extremas. Elas representam o limite do organismo diante da escassez de nutrientes. “O alimento é mais do que calorias. É a base da vida, da energia e da saúde mental. Negar isso ao corpo é abrir espaço para o colapso”, reforça Thainara Gottardi.
Portanto, a privação alimentar não deve ser romantizada nem utilizada como prova de resistência. O risco de convulsão é real e pode transformar uma busca por controle em uma luta pela sobrevivência. Cuidar da alimentação é fundamental para manter a saúde do cérebro e do corpo, garantindo qualidade de vida e bem-estar.
Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa da Agência Alma.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



