Janeiro Branco reforça importância da saúde mental no tratamento da doença renal crônica
Cuidar das emoções é fundamental para pacientes renais enfrentarem desafios e melhorarem a qualidade de vida
O Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre saúde mental, destaca um aspecto essencial para quem convive com a Doença Renal Crônica (DRC): o cuidado emocional integrado ao tratamento. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 10% da população mundial sofre com algum grau dessa condição, e no Brasil, mais de 150 mil pessoas estão em diálise, número que cresce a cada ano.
A DRC não afeta apenas o corpo, mas também provoca impactos profundos na mente e no cotidiano dos pacientes. Medo, ansiedade, negação, perda de autonomia e isolamento social são sentimentos comuns que acompanham a jornada desses indivíduos. “A doença renal crônica impõe uma ruptura na vida do paciente. É comum observarmos sentimentos de negação, ansiedade intensa, depressão, queda da autoestima e isolamento social. Ao longo do tratamento, muitos pacientes precisam reconstruir sua identidade e seus projetos de vida”, explica Maria Faria, coordenadora nacional de psicologia da DaVita Tratamento Renal.
O sofrimento emocional varia conforme o estágio da doença e o tipo de tratamento. Pacientes em hemodiálise enfrentam estresse devido à dependência da máquina e restrições alimentares, enquanto aqueles em diálise peritoneal podem sentir ansiedade pela responsabilidade do tratamento domiciliar. Já na fase de pré-diálise, a incerteza sobre o futuro é um dos principais gatilhos emocionais.
Nesse cenário, o acompanhamento psicológico é decisivo. “Quando o paciente recebe apoio emocional desde o início, conseguimos reduzir níveis de estresse e ansiedade, fortalecer estratégias de enfrentamento e melhorar significativamente a adesão ao tratamento. Cuidar da saúde mental também é uma forma de prevenir complicações clínicas”, destaca Maria Faria.
Sinais como mudanças bruscas de humor, perda de interesse em atividades, alterações no sono e apetite, dificuldade de concentração e isolamento social devem ser observados com atenção, pois indicam sofrimento psicológico que pode comprometer a saúde física.
Além dos pacientes, os familiares, que muitas vezes atuam como cuidadores, também se beneficiam do suporte psicológico contínuo. “Nosso trabalho não se restringe a momentos de crise. O acolhimento contínuo ajuda pacientes e famílias a lidar com o medo, a insegurança e as mudanças impostas pela doença, fortalecendo vínculos e promovendo mais qualidade de vida”, afirma a coordenadora da DaVita.
A mensagem do Janeiro Branco é clara: cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física. Buscar apoio psicológico é um passo fundamental para viver melhor, mesmo diante da doença renal crônica. Priorizar o autocuidado emocional, estar atento aos sinais de sofrimento e entender que pedir ajuda é um ato de coragem são atitudes que salvam vidas e devem fazer parte do tratamento integral.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da DaVita, reforçando a importância do cuidado emocional para pacientes com DRC.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



