Consumo de ultraprocessados no Brasil dobra e alerta para riscos à saúde feminina

Pesquisa revela crescimento acelerado de ultraprocessados na dieta brasileira e seus impactos no metabolismo, inflamação e câncer

Dados recentes divulgados pela revista científica The Lancet apontam que o consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou desde os anos 1980, passando de 10% para 23% da dieta da população. Essa mudança significativa na alimentação brasileira acende um alerta importante sobre os riscos à saúde, especialmente para as mulheres, que muitas vezes buscam equilíbrio entre rotina agitada e escolhas alimentares.

A nutróloga Dra. Juliana Couto Guimarães, da Afya Educação Médica de Montes Claros, explica que os ultraprocessados ganharam espaço nas refeições diárias devido à praticidade e à falta de tempo, substituindo alimentos preparados em casa. “Embora pareçam facilitadores do dia a dia, esses produtos são formulados com excesso de açúcar, gordura de baixa qualidade, sódio e aditivos que tornam o alimento mais palatável, mas menos nutritivo. Com o tempo, esse padrão alimentar favorece ganho de peso, resistência à insulina, pré-diabetes e diabetes tipo 2, além de aumentar o risco de hipertensão, dislipidemias e doenças cardiovasculares”, alerta a especialista.

Além dos impactos metabólicos, o consumo frequente desses alimentos também prejudica o microbioma intestinal, ampliando processos inflamatórios que podem desencadear transtornos depressivos, ansiosos e até aumentar o risco de alguns tipos de câncer. A pesquisa “Monitoramento da rotulagem de alimentos no Brasil”, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Anvisa e a Opas, revela que 62% dos alimentos e bebidas embalados lançados no mercado entre 2020 e 2024 são ultraprocessados, enquanto apenas 18,4% são in natura ou minimamente processados.

Um estudo ainda mais recente, publicado na revista Thorax, acompanhou mais de 100 mil adultos nos Estados Unidos por 12 anos e constatou que os maiores consumidores de ultraprocessados apresentaram um risco 41% maior de desenvolver câncer de pulmão. O oncologista Dr. Levindo Tadeu, da Afya Montes Claros, explica que esses alimentos danificam a barreira intestinal e alteram a microbiota, criando um ambiente inflamatório crônico que favorece o desenvolvimento do câncer. “Os ultraprocessados contêm compostos nocivos como aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos e acrilamidas, presentes em alimentos como batatas fritas e biscoitos, que podem causar danos diretos ao DNA”, complementa o especialista.

Diante desse cenário, a Dra. Juliana destaca a importância de estratégias simples para melhorar a alimentação no dia a dia, como planejar refeições, preparar porções de alimentos frescos e montar marmitas que facilitem escolhas mais saudáveis. “O equilíbrio está menos na busca pela perfeição e mais em adaptar hábitos que funcionem na rotina real”, conclui.

Este alerta reforça a necessidade de repensar o consumo de ultraprocessados, especialmente entre as mulheres, para preservar a saúde metabólica, emocional e reduzir o risco de doenças crônicas graves. A conscientização e a mudança de hábitos alimentares são passos essenciais para uma vida mais saudável e equilibrada.

Conteúdo elaborado com dados da assessoria de imprensa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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