Janeiro Branco revela: 93% das empresas enfrentam alto risco de sobrecarga mental no trabalho

Estudo da Conexa destaca a pressão cognitiva como principal desafio para a saúde mental corporativa em 2026

Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização sobre saúde mental, traz um alerta importante para líderes, profissionais de RH e gestores: 93% das empresas analisadas apresentam alto risco de sobrecarga mental no ambiente de trabalho. Essa informação é resultado de um levantamento realizado pela Conexa, com base em dados do Zenklub, empresa especialista em saúde mental corporativa.

O estudo avaliou 10.894 respostas de colaboradores de 59 empresas de diversos setores, utilizando o Índice de Fatores de Risco Psicossociais, um instrumento exclusivo desenvolvido para apoiar as organizações na identificação e gestão dos riscos psicossociais, especialmente diante da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1). A partir de maio de 2026, essa norma exigirá que as empresas avaliem e gerenciem os riscos à saúde mental no trabalho.

Os resultados indicam que o principal desafio está na forma como o trabalho é organizado. A exigência excessiva de atenção, concentração e memória, aliada a um ritmo intenso e à pressão cognitiva contínua, são os fatores que mais impactam a saúde mental dos colaboradores. “Quando analisamos os dados a partir de um indicador estruturado como o Índice de Fatores de Risco Psicossociais, fica evidente que o maior desafio das empresas está na forma como o trabalho é organizado. Sobrecarga, pressão por resultados e falta de recuperação adequada têm impactado diretamente a saúde mental dos colaboradores”, destaca Rui Brandão, Vice-Presidente de Saúde Mental da Conexa.

Além da sobrecarga cognitiva, o levantamento aponta outros riscos significativos, como a realização simultânea de múltiplas tarefas, o uso rigoroso de metas de produção, a ausência de pausas pré-definidas para descanso e a sobrecarga mental constante. Esses fatores configuram um padrão estrutural de risco que se repete em diferentes empresas e setores, tornando a sobrecarga mental parte da rotina corporativa.

Curiosamente, fatores tradicionalmente associados ao adoecimento emocional, como assédio, monotonia, falta de autonomia e desequilíbrio entre trabalho e descanso, apresentaram baixo risco nas empresas analisadas. Isso reforça que o foco deve estar na organização do trabalho e no volume e complexidade das demandas cognitivas.

A atualização da NR-1 representa um avanço importante ao reconhecer os riscos psicossociais como parte da gestão de saúde e segurança do trabalho. O índice desenvolvido pelo Zenklub permite transformar essa diretriz em um diagnóstico prático, mostrando onde o modelo de trabalho está prejudicando a saúde mental dos colaboradores.

Este levantamento, divulgado pela assessoria de imprensa, é um chamado para que as empresas repensem suas práticas e adotem medidas efetivas para reduzir a sobrecarga mental, promovendo ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis para todos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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