Janeiro Branco destaca avanços em terapias para saúde mental e tratamento de traumas
Campanha reforça a importância do cuidado emocional e abre espaço para novas abordagens terapêuticas com psicodélicos
Janeiro Branco é uma campanha que convida a sociedade a refletir sobre a importância do cuidado emocional, a prevenção de transtornos psíquicos e a busca por tratamentos eficazes para condições como ansiedade, depressão e traumas psicológicos. Essas questões afetam milhões de brasileiros e ganham ainda mais relevância diante dos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam o Brasil entre os países com maiores índices de ansiedade no mundo, além do aumento expressivo de casos de depressão e Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Além das abordagens tradicionais, como psicoterapia e medicamentos convencionais, a ciência tem avançado em novas estratégias terapêuticas, incluindo as terapias assistidas por psicodélicos. Essas terapias são realizadas em ambiente clínico, com acompanhamento profissional e base científica rigorosa. O neurologista Lucas Cury destaca que, apesar das controvérsias, estudos de Fase 3 comprovam a eficácia do MDMA no tratamento de pacientes com TEPT resistentes a outras terapias. “Estudos de Fase 3 atestam a eficácia significativa no tratamento de pessoas que têm maior resistência a outras terapias – 67-72% dos participantes não preencheram mais os critérios para TEPT após o uso controlado de MDMA”, explica o especialista.
O diferencial dessas terapias está no novo paradigma que propõem: em vez de suprimir o sintoma, oferecem ao paciente uma nova forma de enxergar sua dor. Pesquisas internacionais indicam resultados promissores no uso terapêutico de psicodélicos como psilocibina e MDMA, sempre associados a protocolos psicoterapêuticos estruturados, especialmente para traumas, depressão resistente e transtornos de ansiedade. O foco está no processo terapêutico, que envolve preparação, acompanhamento psicológico e integração da experiência.
O TEPT acomete milhões de pessoas no mundo, sendo cerca de 2 milhões no Brasil, segundo a OMS. As terapias atuais oferecem alívio apenas para parte dos pacientes, o que motiva a busca por novas alternativas. Lucas Cury ressalta que o MDMA atua “inundando” o cérebro com serotonina e ocitocina. A serotonina acalma a amígdala, reduzindo medo e ansiedade, enquanto a ocitocina promove sensação de afeto e conexão interpessoal, facilitando que o paciente explore experiências traumáticas sem a reatividade habitual.
Apesar do potencial, há resistência de órgãos reguladores devido ao preconceito associado ao uso recreativo do MDMA, conhecido como ecstasy, e ao medo do vício. No entanto, experiências recentes com a cannabis medicinal no Brasil mostram que a regulamentação pode beneficiar milhares de pacientes, melhorando sua qualidade de vida. Atualmente, cerca de 672 mil brasileiros utilizam cannabis medicinal para tratar diversas condições, incluindo transtornos de ansiedade e doenças neurológicas.
Países como a Austrália já regulam o uso do MDMA em terapia assistida para TEPT, com relatos positivos de pacientes. O médico reforça que o objetivo não é o uso indiscriminado, mas sim o tratamento seguro, conduzido por profissionais capacitados, com acompanhamento e suporte para garantir acolhimento e segurança. Essa inovação terapêutica pode beneficiar muitas pessoas e até aliviar a demanda no sistema de saúde brasileiro, reduzindo atendimentos relacionados a doenças mentais como o TEPT.
Este conteúdo foi elaborado com dados fornecidos pela assessoria de imprensa, ressaltando a importância do Janeiro Branco para ampliar o debate sobre saúde mental e novas possibilidades terapêuticas. Cuidar da mente é essencial para o bem-estar e qualidade de vida, especialmente para as mulheres, que enfrentam desafios emocionais diários.
Janeiro Branco é um convite para olhar para dentro, buscar ajuda quando necessário e estar aberta às inovações que a ciência oferece para transformar vidas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



