Como controlar IPVA, IPTU e escola sem sufocar seu orçamento em 2026
Descubra estratégias práticas para organizar as despesas do início do ano e evitar o aperto financeiro ao longo de 2026
O início do ano é marcado por uma série de despesas que chegam todas de uma vez, como IPVA, IPTU, matrícula escolar, uniforme e material. Para muitas famílias, ainda há o desafio dos reajustes em serviços essenciais, o que pode tornar o orçamento apertado e gerar estresse financeiro. Segundo dados do Serasa, mais da metade dos brasileiros pretendia gastar até R$ 4 mil com essas despesas sazonais, valor que está 21% acima da renda média estimada pelo Ipea.
Com base em informações da assessoria de imprensa da Finanto, fintech especializada em soluções financeiras, o CEO Kaike Ribeiro destaca que o maior risco desse período é o “efeito dominó” no orçamento. “Essas contas são previsíveis. O problema é quando elas são pagas de forma desorganizada, com parcelas que se acumulam e viram uma bola de neve. A regra aqui é simples: não deixe as contas do início do ano comprometerem o orçamento do ano inteiro”, alerta.
Além disso, o custo do crédito no Brasil é um fator que agrava a situação. Dados do Banco Central indicam que os juros do rotativo do cartão de crédito chegaram a 440,5% ao ano em novembro de 2025, o que torna o uso dessa modalidade para cobrir despesas uma armadilha financeira.
Para evitar que o orçamento seja engolido por essas contas, Kaike recomenda algumas medidas práticas:
1. Planejamento detalhado: Liste todas as despesas sazonais e separe o que é inegociável do que pode ser ajustado. “Quando a família sabe exatamente o que vence e quando vence, ela ganha poder de decisão. Sem isso, tudo vira urgência”, explica.
2. Pagamento inteligente: Avalie se há desconto real para pagamento à vista sem comprometer o básico. Caso contrário, prefira parcelar de forma planejada, evitando linhas de crédito com juros altos.
3. Negociação antecipada: Antes de atrasar pagamentos, pesquise e negocie. Seja na escola, material, uniforme ou serviços, é possível buscar alternativas como compras em grupo, reaproveitamento de itens ou parcelamentos sem juros. No caso dos tributos, organize os pagamentos para não sufocar o caixa do mês.
4. Reserva de emergência: Mesmo que pequena, crie um “colchão” financeiro para evitar recorrer ao rotativo do cartão diante de imprevistos. “Reserva de emergência não nasce grande; nasce constante”, reforça Kaike.
5. Controle dos gastos invisíveis: Limite despesas recorrentes como assinaturas, delivery e pequenas compras que podem comprometer o orçamento sem que se perceba.
6. Reorganização do fluxo financeiro: Em situações mais difíceis, pode ser vantajoso buscar um empréstimo com parcelas fixas e condições adequadas para evitar o rotativo ou cheque especial, desde que acompanhado de planejamento.
O especialista conclui que o equilíbrio financeiro no começo do ano depende de clareza, escolhas conscientes e decisões tomadas antes que o aperto vire desespero. “O objetivo é simples: pagar o que precisa ser pago sem hipotecar o resto do ano.” Planejar o pagamento, evitar decisões impulsivas e pensar no orçamento como um ciclo anual são passos essenciais para garantir tranquilidade financeira durante todo o ano.
Com essas dicas, é possível enfrentar as despesas do início de 2026 com mais controle, reduzindo o estresse e evitando o endividamento desnecessário.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



