Bruna Furlan de Nóbrega e a importância da oncofertilidade no câncer de mama jovem
Entenda como o congelamento de óvulos pode preservar a fertilidade antes do tratamento oncológico
Diagnosticada com câncer de mama aos 24 anos, Bruna Furlan de Nóbrega tornou público o início do processo de congelamento de óvulos antes de começar o tratamento oncológico. A decisão da jovem reacende um debate fundamental sobre a oncofertilidade, tema que ainda é pouco discutido, mas que é essencial para mulheres jovens que enfrentam o câncer.
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é um dos maiores desafios de saúde pública no Brasil, com uma estimativa de 73.610 novos casos em 2025. A doença tem aumentado entre mulheres jovens: a proporção de diagnósticos em pacientes com menos de 35 anos subiu de 2% para 5% desde 2020. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 7% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres abaixo dos 40 anos.
A oncofertilidade é a área que integra oncologia e medicina reprodutiva para preservar o potencial reprodutivo das pacientes antes do início do tratamento, que pode comprometer a função ovariana. No Brasil, aproximadamente 19% dos novos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres até 44 anos, faixa etária considerada fértil para a maioria. “O diagnóstico de câncer em mulheres jovens traz uma série de impactos que vão além do tratamento do tumor em si. A preservação da fertilidade precisa ser considerada como parte do cuidado integral, sempre que houver tempo e condições clínicas para isso”, explica a oncologista Marcela Bonalumi, da Oncoclínicas.
O congelamento de óvulos é a técnica mais comum para garantir a autonomia reprodutiva feminina, pois não depende da necessidade de um parceiro ou doador. Outra opção é a criopreservação de embriões, que consiste no congelamento em temperaturas extremamente baixas, preservando a viabilidade para uso futuro. Porém, o acesso a esses procedimentos ainda é desigual no Brasil. “Na prática, o acesso a esses métodos ainda é um desafio para muitas pacientes. As técnicas de preservação da fertilidade não estão amplamente disponíveis na rede pública e, na rede privada, os custos podem ser uma barreira importante, especialmente quando o tratamento oncológico precisa ser iniciado em curto prazo”, destaca a especialista.
Além do impacto físico, o risco de infertilidade traz consequências emocionais profundas. Muitas mulheres jovens com câncer ainda enfrentam a falta de informação e acreditam equivocadamente que a maternidade será inviável após a doença. Ao compartilhar sua experiência, Bruna Furlan amplia o debate sobre a importância de abordar a fertilidade desde o diagnóstico, promovendo um cuidado mais humanizado. “Cuidar da fertilidade também é cuidar da qualidade de vida após o câncer. Informar, orientar e acolher essas mulheres faz parte de um tratamento mais humanizado e alinhado aos projetos de vida que continuam existindo mesmo diante da doença”, conclui Marcela Bonalumi.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Oncoclínicas, reforçando a importância de integrar a preservação da fertilidade ao tratamento oncológico para mulheres jovens.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



