79% dos hobbies digitais de adolescentes aumentam riscos de violência sexual online
Férias escolares ampliam exposição de jovens a abusos na internet; especialistas alertam para a importância do acompanhamento familiar
Dados recentes divulgados por uma assessoria de imprensa revelam que 79% dos hobbies dos adolescentes brasileiros são digitais, o que aumenta significativamente a exposição à violência sexual online, especialmente durante as férias escolares. Com mais tempo livre e menos compromissos, crianças e jovens passam mais horas em frente a telas de celulares e computadores, utilizando redes sociais, jogos online e aplicativos sem supervisão adequada, o que os torna vulneráveis a abordagens abusivas.
Segundo um estudo do ChildFund, que ouviu mais de 8 mil adolescentes entre 13 e 18 anos, 54% já sofreram algum tipo de violência sexual na internet, enquanto 20% relataram interação com pessoas desconhecidas ou suspeitas. Além disso, 94% dos jovens não sabem como denunciar esses casos, evidenciando falhas no acesso à informação e nos mecanismos de proteção. O levantamento também aponta que apenas 21% dos adolescentes praticam hobbies offline, como esportes, leitura ou passeios, o que demonstra um desequilíbrio preocupante entre o tempo online e as experiências presenciais.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em parceria com o PNUD, complementa esse cenário ao informar que 23% das crianças e adolescentes brasileiros sofreram violência sexual online entre 2022 e 2023, sendo 76% das vítimas meninas e 87% dos agressores homens. No mesmo período, o Disque 100 registrou mais de 6 mil denúncias relacionadas a esse tipo de violência.
Mauricio Cunha, presidente executivo do ChildFund, destaca que “mesmo quando não há uma violência explícita, o simples fato de um adolescente interagir com um desconhecido já configura uma situação de risco”. Ele reforça a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis, principalmente nas férias, para identificar e prevenir essas situações.
Além da vigilância, o desenvolvimento infantil também é impactado pelo uso excessivo de telas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças menores de dois anos não tenham contato com dispositivos digitais, pois isso pode causar atrasos no desenvolvimento cognitivo, psicomotor, além de prejudicar o sono e o rendimento escolar. Atividades ao ar livre, jogos presenciais e momentos de leitura são fundamentais para o desenvolvimento socioemocional e para fortalecer vínculos familiares.
Para proteger crianças e adolescentes, especialistas indicam algumas medidas essenciais: ativar controles parentais para limitar o tempo e o conteúdo acessado; observar sinais de mudanças comportamentais como isolamento e baixa autoestima; manter um diálogo aberto para que os jovens se sintam seguros para relatar situações de risco; explicar sobre os perigos de interagir com estranhos e estabelecer limites claros para o uso da internet. Também é recomendada a busca por apoio especializado, como psicólogos e educadores digitais, para auxiliar no manejo do tempo de tela e na prevenção da violência online.
O ChildFund, organização com quase 60 anos de atuação na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, reforça a necessidade de ações preventivas e do acompanhamento familiar para garantir um ambiente digital mais seguro para os jovens brasileiros.
Proteger a infância e adolescência no mundo digital é um desafio que requer atenção constante, informação e envolvimento de toda a sociedade.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



