Saúde mental das mães de prematuros: entenda os riscos e a importância do apoio psicológico

Estudos revelam maior incidência de depressão e ansiedade em mães de bebês prematuros; ONG Prematuridade.com reforça a necessidade de acolhimento

O nascimento prematuro é um momento de intensa carga emocional para as famílias, especialmente para as mães, que enfrentam não apenas a preocupação com a saúde do bebê, mas também as transformações físicas e hormonais do pós-parto. De acordo com dados da assessoria de imprensa da ONG Prematuridade.com, estudos publicados no Journal of Psychiatric Research indicam que mães de bebês prematuros internados em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neonatal) têm 2,5 vezes mais chances de desenvolver depressão pós-parto.

Além disso, 26% dessas mães relatam sintomas de ansiedade, 40% manifestam depressão e 30% apresentam sinais de estresse pós-traumático. A experiência da internação é descrita como esmagadora e traumática, pois as famílias convivem diariamente com a incerteza sobre a vida dos pequenos.

Simone Dantas, psicanalista e membro do Núcleo de Saúde Mental da ONG Prematuridade.com, explica que o contato constante com a vida e a morte, não só do próprio filho, mas também de outros bebês na UTI, gera uma fragilidade emocional intensa. “São momentos de extrema fragilidade e, com tantas emoções, essa mãe pode desenvolver transtornos como síndrome do pânico ou depressão”, esclarece.

Reconhecendo esses impactos, a ONG Prematuridade.com reforça a importância do acesso a serviços de acolhimento e apoio psicológico para essas famílias. Desde 2022, o Núcleo de Saúde Mental da organização oferece atendimentos gratuitos, com grupos de apoio quinzenais e sessões individuais realizadas de forma remota. Essa modalidade permite alcançar mães e pais de diferentes regiões do Brasil.

Nos grupos de apoio, o diálogo é incentivado, as experiências são validadas e um ambiente seguro para expressão e compreensão mútua é criado. Segundo a psicanalista, “os encontros têm ajudado a reduzir a sensação de solidão, oferecendo estratégias práticas para lidar com o cotidiano e criando redes de apoio entre as famílias”.

A ONG mantém dois formatos de grupos de acolhimento: ‘Famílias de UTI’, para mães e pais com bebês ainda internados, e ‘Histórias de Afeto’, destinado às famílias que enfrentaram a perda de seus filhos. Em 2025, mais de 280 famílias foram assistidas, um crescimento significativo em relação às 164 atendidas em 2024.

No contexto da campanha Janeiro Branco, que promove a conscientização sobre saúde mental, a ONG destaca a necessidade de ampliar o compromisso social com o cuidado emocional das famílias que vivem a maternidade prematura. “Vamos transformar a maternidade prematura visível à sociedade e que o Janeiro Branco possa ser falado de Janeiro a Janeiro”, conclui Simone Dantas.

A atuação da ONG Prematuridade.com é fundamental para garantir não só a prevenção do parto prematuro, mas também o suporte emocional e psicológico necessário para que mães e famílias possam enfrentar esse desafio com mais acolhimento e esperança.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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