Janeiro Roxo: Brasil é o 2º país com mais casos de hanseníase e alerta sobre sintomas

Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce e combate ao estigma da hanseníase no Brasil

Janeiro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase, uma doença infectocontagiosa que ainda representa um desafio significativo para o Brasil. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2024 o país registrou 22.129 novos casos, mantendo-se como o segundo com maior número de diagnósticos no mundo, atrás apenas da Índia, que notificou 100.957 casos no mesmo período. Apesar da leve redução de 2,8% em relação a 2023, quando foram registrados 22.773 casos, a hanseníase continua sendo uma preocupação de saúde pública.

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e afeta principalmente a pele e os nervos. A dermatologista Mariana Quintino Rabelo destaca que o estigma histórico em torno da doença é um dos maiores obstáculos para o seu enfrentamento. “No passado, a hanseníase era conhecida como lepra e associada ao isolamento, deformidades físicas e exclusão social. A falta de informação atualizada faz com que muitas pessoas ainda acreditem que seja uma doença incurável, o que não é verdade”, explica.

Os sintomas iniciais da hanseníase costumam ser discretos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade ao toque, à dor ou à temperatura são sinais comuns. Além disso, podem surgir formigamentos, dormência, sensação de choque ou fraqueza nas mãos e nos pés. “Como essas alterações geralmente são indolores e não causam incômodo imediato, muitas pessoas demoram a procurar atendimento”, alerta a especialista.

O papel do dermatologista é fundamental, pois a pele é o primeiro órgão afetado pela doença. A avaliação especializada permite identificar precocemente alterações suspeitas e evitar danos permanentes aos nervos. “O olhar treinado do dermatologista ajuda a diferenciar a hanseníase de outras doenças de pele comuns, acelerando o início do tratamento”, afirma Mariana.

Ao contrário do que muitos pensam, a hanseníase tem cura. O tratamento é feito por meio da poliquimioterapia, que combina antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A duração varia de seis a doze meses, conforme a forma da doença. “Logo após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a bactéria, não sendo necessário o afastamento do convívio social, do trabalho ou da escola”, reforça a dermatologista.

Além do diagnóstico precoce, é essencial a avaliação dos contatos domiciliares, pois o maior risco de adoecimento está entre pessoas que convivem ou conviveram de forma próxima e prolongada com alguém com hanseníase sem tratamento. Manter a vacinação BCG atualizada também ajuda a reduzir o risco de formas mais graves da doença.

Para a dermatologista Mariana Quintino Rabelo, a campanha Janeiro Roxo tem um papel essencial ao levar informação qualificada à população. “A campanha ajuda a desmistificar ideias antigas, incentiva a busca precoce por atendimento e promove a inclusão social das pessoas afetadas. Quanto mais conhecimento, menos medo, menos estigma e mais chances de interromper a transmissão da doença”, conclui.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa, reforçando a importância da conscientização e do cuidado com a hanseníase para a saúde feminina e da população em geral.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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