Início do ano e saúde mental: o desafio das mães na sobrecarga pós-férias

Entenda por que janeiro pode ser um período difícil para mães de bebês pequenos e como aliviar a pressão do “novo começo”

O início do ano, tradicionalmente visto como um momento de renovação e pausa, pode se transformar em um período desafiador para muitas mães de bebês pequenos. Segundo dados da assessoria de imprensa do Instituto MaterOnline, a combinação entre a quebra da rotina, a pressão por um “novo começo” e as demandas acumuladas do fim de ano acaba pesando na saúde mental dessas mulheres, ampliando sinais de sobrecarga emocional.

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo explica que o que realmente provoca esse desgaste não é o calendário, mas o contexto vivido pelas mães nesse período. “O cansaço acumulado, as tarefas que ficam para depois e a pressão para reorganizar tudo de uma vez costumam aumentar a sensação de estar no limite”, afirma. Ela destaca que cada mãe reage de forma diferente: enquanto algumas conseguem agir e planejar, outras ficam presas à ideia de metas inalcançáveis ou simplesmente se sentem esgotadas para pensar em qualquer coisa.

Três fatores principais contribuem para esse cenário: o cansaço acumulado do fim de ano, com festas, visitas e mudanças na rotina; a pressão cultural do “novo começo”, que cria a obrigação de resolver tudo rapidamente, desde a busca por babá até a reorganização do trabalho; e as expectativas sociais reforçadas pelas redes sociais, que exibem rotinas “perfeitas” e planejamentos detalhados, muitas vezes incompatíveis com a realidade das mães de bebês pequenos.

Essa combinação pode gerar ansiedade, irritabilidade, dificuldade para dormir, sensação constante de alerta, choro frequente e até dificuldade para realizar tarefas simples. “É comum a mulher acreditar que precisa dar conta de tudo já na primeira semana do ano. Quando isso não acontece, surge frustração”, explica Rafaela.

Para aliviar essa sobrecarga, a psicóloga recomenda focar em ações pequenas e viáveis, sem grandes metas ou cobranças extras. Entre as estratégias indicadas estão o movimento corporal leve, que ajuda a regular as emoções e reduzir o estresse, e uma alimentação mais estável, que contribui para o equilíbrio físico e emocional. Além disso, iniciar um acompanhamento psicológico pode ser uma ferramenta importante para proteger a saúde mental nesse período.

“No Janeiro Branco falamos muito sobre saúde mental. Para as mães, a terapia é uma ferramenta de proteção. O simbolismo do novo ciclo não deve virar um peso. O mais importante é reconhecer limites, ajustar expectativas e construir o ano possível, não o ano idealizado”, conclui Rafaela Schiavo.

Compreender esses desafios e buscar apoio são passos fundamentais para que as mães possam atravessar o início do ano com mais leveza e cuidado consigo mesmas, respeitando suas necessidades reais e evitando a sobrecarga emocional.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 53 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar