Inclusão Escolar: Preparar Famílias e Escolas para Crianças com Autismo e Síndrome do X Frágil

Entenda os desafios e estratégias para garantir um ambiente acolhedor e eficaz para alunos com TEA e SXF

A volta às aulas é um momento de expectativa para muitas famílias brasileiras, mas para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome do X Frágil (SXF), esse retorno exige preparo, informação e sensibilidade tanto das escolas quanto dos responsáveis. Segundo dados do Censo Demográfico 2022, do IBGE, cerca de 2,4 milhões de brasileiros têm diagnóstico de autismo, o que representa aproximadamente 1,2% da população. Entre crianças em idade escolar, a prevalência é ainda maior, tornando o TEA uma realidade cada vez mais presente nas salas de aula do país.

Além disso, especialistas alertam para a presença da Síndrome do X Frágil, uma condição genética ligada ao cromossomo X e considerada a principal causa hereditária de deficiência intelectual, além de ser uma das causas genéticas mais frequentes associadas ao autismo. Estimativas internacionais indicam que entre 2% e 5% das pessoas diagnosticadas com autismo podem ter a SXF como condição de base, muitas vezes sem diagnóstico. Cerca de 60% das pessoas com SXF apresentam características do espectro autista, o que dificulta diagnósticos precisos e, consequentemente, intervenções direcionadas.

“Muitas crianças que hoje estão nas salas de aula do Brasil têm apenas o diagnóstico de autismo, quando, na verdade, podem ter também a Síndrome do X Frágil. A falta desse diagnóstico específico impacta diretamente o tipo de apoio pedagógico, terapêutico e emocional que esse aluno recebe”, explica Luz María Romero, gestora do Instituto Buko Kaesemodel, que desenvolve o Programa Eu Digo X, focado em conscientização e apoio sobre a SXF.

Para garantir uma inclusão efetiva, o preparo das escolas é fundamental. Materiais educativos indicam estratégias simples, como não forçar o contato visual, permitir pausas frequentes, adaptar atividades em tarefas mais curtas e reduzir estímulos sensoriais excessivos, como ruídos, luzes intensas e cheiros fortes. Crianças com SXF e muitas no espectro autista aprendem melhor de forma gestáltica, ou seja, compreendem o conteúdo ao visualizar o todo, e não partes isoladas.

O papel da família também é essencial para uma transição escolar tranquila. Orientações incluem visitar a escola antes do início das aulas, apresentar o ambiente por meio de fotos, criar histórias visuais sobre a rotina e planejar trajetos conhecidos. Essas ações ajudam a construir previsibilidade, reduzindo a ansiedade e favorecendo a adaptação nos primeiros dias.

Para Luz María Romero, “quando professores e pais entendem as particularidades do desenvolvimento dessas crianças, deixam de enxergar comportamentos como desinteresse ou dificuldade e passam a reconhecer necessidades específicas. A informação transforma a relação da criança com a escola e da escola com a criança”.

Com milhões de estudantes no espectro autista e um número ainda desconhecido de crianças com SXF sem diagnóstico, o desafio da educação inclusiva no Brasil vai além da matrícula. É preciso investir na formação de educadores, no apoio às famílias e na disseminação de informações que permitam identificar, acolher e respeitar as singularidades de cada aluno, garantindo que a escola seja um espaço de aprendizagem, pertencimento e desenvolvimento para todos.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa do Instituto Buko Kaesemodel e do Programa Eu Digo X.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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