Excesso de proteína na recuperação hospitalar pode ser prejudicial, alerta especialista

Nutrição parenteral deve ser individualizada para garantir segurança e eficácia no tratamento de pacientes

A crença de que consumir mais proteína acelera a recuperação de pacientes hospitalizados está sendo cada vez mais questionada por especialistas e estudos científicos. Dados recentes da assessoria de imprensa da B. Braun, multinacional alemã de tecnologia médica, destacam que o excesso proteico na nutrição parenteral pode trazer riscos à saúde, principalmente em ambientes como UTIs e pós-cirúrgicos.

A nutrição parenteral é indicada quando o trato gastrointestinal está comprometido ou quando o paciente não consegue atingir suas metas nutricionais por vias convencionais. Nesse método, os nutrientes, incluindo proteínas, são administrados diretamente na corrente sanguínea. Embora as proteínas sejam essenciais para a cicatrização, preservação da massa muscular e resposta imunológica, o aumento indiscriminado da oferta proteica não garante melhores resultados clínicos.

Thuiza Nascimento, gerente de projetos de Farma da B. Braun, explica que “existe um mito persistente de que quanto mais proteína, melhor será a recuperação. A ciência tem mostrado que essa lógica é simplista e pode ser perigosa, especialmente para pacientes críticos, idosos ou com disfunções renais e hepáticas”.

Diretrizes internacionais da ESPEN e da ASPEN recomendam uma oferta proteica entre 1,2 e 2,0 g/kg/dia na nutrição parenteral, ajustada conforme o estado clínico e metabólico do paciente. Doses acima desse intervalo não apresentam benefícios consistentes e podem aumentar o risco de complicações.

Um estudo importante, o EFFORT Protein Trial, publicado em 2023, avaliou mais de 1.300 pacientes em 16 países e concluiu que administrar mais de 1,3 g/kg/dia de proteína não reduziu o tempo de internação nem a mortalidade em 30 dias, mesmo em pacientes previamente desnutridos. Em alguns casos, o excesso proteico esteve associado a maior risco metabólico.

Thuiza reforça que “a nutrição hospitalar eficaz não se resume a atingir metas numéricas. Ela exige interpretação clínica, monitoramento constante e atuação integrada de equipes multiprofissionais para garantir que cada grama de proteína cumpra um papel terapêutico real”.

A prescrição segura da nutrição parenteral depende da atuação da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN), que avalia parâmetros clínicos, laboratoriais e nutricionais para definir o aporte ideal. Além disso, avanços tecnológicos, como soluções padronizadas e rastreáveis, têm contribuído para maior precisão, segurança microbiológica e agilidade no início da terapia.

“O verdadeiro avanço está em substituir o conceito de ‘mais é melhor’ por ‘o suficiente é o ideal’. No cuidado nutricional, o excesso também pode ser uma forma de risco quando não há individualização”, conclui a especialista.

Este alerta reforça a importância de um olhar cuidadoso e personalizado na nutrição hospitalar, especialmente para o público feminino que, em diferentes fases da vida, pode apresentar necessidades específicas e maior vulnerabilidade a desequilíbrios nutricionais. A recuperação saudável depende de um equilíbrio preciso, e não apenas da quantidade de proteína consumida.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 74 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar