Como proteger seu pet do calor: cuidados essenciais para o verão
Entenda os riscos da hipertermia e saiba como evitar internações durante os dias quentes
Com a chegada do verão, as altas temperaturas trazem riscos que vão além do desconforto para os pets. Segundo dados da assessoria de imprensa da WeVets, maior grupo de saúde veterinária do Brasil, o calor intenso pode provocar hipertermia (golpe de calor), desidratação e agravar doenças cardíacas, respiratórias e metabólicas em cães e gatos.
Diferentemente dos humanos, cães e gatos não possuem mecanismos eficientes para suar e regular a temperatura corporal. A médica-veterinária Letícia Bevilacqua explica que a temperatura normal desses animais varia entre 38 °C e 39 °C, e quando a temperatura externa se aproxima ou ultrapassa esses valores, o organismo não consegue dissipar o calor, favorecendo a hipertermia.
Esse quadro pode se instalar rapidamente e de forma silenciosa, levando a alterações neurológicas, falência de órgãos e outras complicações graves que exigem atendimento imediato. O risco não está restrito a pets com doenças pré-existentes: filhotes, idosos, raças braquicefálicas (como buldogues, pugs e shih-tzus) e animais aparentemente saudáveis também podem sofrer exaustão térmica, principalmente em situações comuns do dia a dia, como passeios em horários inadequados, ambientes pouco ventilados e até durante banho e tosa.
Além disso, o estresse causado pela manipulação e ansiedade pode aumentar a produção de calor no organismo, acelerando a instalação do golpe de calor mesmo sem esforço físico intenso.
Para proteger seu pet durante o verão, especialistas recomendam:
– Manter água fresca e limpa sempre disponível para estimular a hidratação;
– Evitar passeios entre 10h e 17h, quando o asfalto está muito quente e pode queimar as patas;
– Ter atenção redobrada com raças braquicefálicas, que têm maior dificuldade respiratória;
– Nunca deixar os animais em carros fechados, mesmo por pouco tempo;
– Ajustar a rotina, alimentação e atividades físicas conforme orientação veterinária.
É importante lembrar que, mesmo após o resfriamento do pet, o risco pode persistir. Complicações renais, hepáticas e de coagulação podem surgir horas ou dias depois, exigindo monitoramento hospitalar. Sinais como respiração ofegante, prostração, gengivas muito vermelhas, vômitos ou desorientação indicam a necessidade de atendimento veterinário urgente.
A prevenção, aliada à informação e ao acompanhamento contínuo, é a melhor forma de garantir um verão seguro e saudável para os pets. Cuidar do bem-estar dos animais é cuidar da família como um todo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



