Câncer infantil e férias escolares: desafios que não tiram folga no Brasil

Entenda como o recesso escolar impacta o tratamento e o bem-estar emocional de crianças com câncer

O câncer infantil é uma realidade que não faz pausa, mesmo durante as férias escolares. Dados da assessoria de imprensa do Instituto Ronald McDonald revelam que, no Brasil, cerca de 8 mil novos casos de câncer infantojuvenil são diagnosticados anualmente. Para muitas dessas crianças, o tratamento é um processo longo e intenso, que exige deslocamentos e permanência longe da cidade de origem, o que se torna ainda mais desafiador durante o período de recesso escolar.

Enquanto a maioria das crianças aproveita as férias para descanso e lazer, aquelas em tratamento oncológico enfrentam uma rotina alterada, com impactos diretos na adesão ao tratamento e no bem-estar emocional. A ausência da escola, que para muitos representa mais do que aprendizado, mas também um vínculo social e sensação de normalidade, pode intensificar sentimentos de isolamento e ansiedade.

Um exemplo real é o caso de Henrico, adolescente de 15 anos em tratamento contra linfoma de Hodgkin. Morando longe de casa, ele precisou adaptar sua rotina para continuar os estudos online, o que, segundo sua mãe, Sueli, foi fundamental para manter a mente ocupada e amenizar o impacto emocional do diagnóstico. “A escola faz parte da vida da criança. Mesmo à distância, manter os estudos ajuda a dar continuidade à rotina”, afirma Sueli.

Porém, o período de férias traz um desafio extra: “Quando tem aula, ainda existe uma convivência, mesmo que online. Nas férias, tudo fica mais quieto. A gente precisa manter o foco no tratamento, porque se parar para pensar demais, fica mais difícil continuar”, conta a mãe. Para ela, a escola ajudou a manter um pouco da normalidade e da esperança em meio à palavra “câncer”, que é muito pesada.

Bianca Provedel, CEO do Instituto Ronald McDonald, destaca que o tratamento oncológico infantil exige suporte contínuo que vai além da assistência médica. “O tratamento não entra em recesso. As famílias precisam manter consultas, exames e terapias enquanto lidam com a ausência da escola, o cuidado com outros filhos e a própria exaustão emocional. Sem apoio, esse equilíbrio se torna muito difícil”, explica.

Nesse contexto, as unidades dos Programas Casa Ronald McDonald e Espaço da Família Ronald McDonald desempenham papel essencial, oferecendo hospedagem, alimentação, transporte e apoio psicossocial para as famílias próximas aos hospitais. Esses espaços ajudam a reduzir o desgaste das longas jornadas hospitalares e garantem que o tratamento continue sem interrupções, mesmo durante as férias escolares.

O período de recesso também evidencia a necessidade de políticas públicas integradas que considerem o cuidado integral das crianças em tratamento oncológico, unindo saúde, educação e assistência social para oferecer suporte efetivo às famílias. Para o Instituto Ronald McDonald, garantir o acesso ao tratamento passa por reconhecer o impacto social da doença e investir em acolhimento e suporte, reduzindo o risco de abandono do tratamento e promovendo mais equidade no acesso à saúde.

Assim, mesmo em tempos de férias, o câncer infantil não tira folga. A luta diária dessas crianças e suas famílias continua, reforçando a importância do acolhimento, da educação e do suporte emocional para enfrentar esse desafio com mais força e esperança.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 77 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar