Câncer de pâncreas: entenda a doença que levou a atriz Titina Medeiros aos 48 anos
Saiba mais sobre os desafios do diagnóstico, fatores de risco e avanços no tratamento do câncer de pâncreas
A atriz Titina Medeiros faleceu no último domingo (11), aos 48 anos, vítima de um câncer de pâncreas. A notícia foi confirmada por seus familiares nas redes sociais, que destacaram o legado da artista no teatro e na televisão. Titina estava em tratamento oncológico há cerca de um ano.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pâncreas é diagnosticado em mais de 10 mil brasileiros anualmente, sendo o adenocarcinoma o tipo mais comum, responsável por cerca de 90% dos casos. Infelizmente, apenas 10% a 15% dos diagnósticos acontecem em estágio inicial, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de sobrevida.
O pâncreas é um órgão essencial para a digestão e controle da glicemia. O oncologista Mauro Donadio, da Oncoclínicas, explica que o câncer nessa região costuma ser detectado tardiamente porque os sintomas iniciais são pouco específicos ou ausentes. Entre os fatores de risco estão tabagismo, consumo excessivo de álcool, obesidade, pancreatite crônica, diabetes mellitus e histórico familiar da doença.
“A obesidade, por exemplo, é um fator modificável. Estudos mostram que a perda de apenas 10% do peso corporal já reduz consideravelmente o risco de desenvolver vários tipos de câncer, inclusive o de pâncreas”, destaca Donadio. Em estágios avançados, sintomas como dor abdominal, perda de peso, icterícia, fraqueza e alterações no diabetes podem surgir.
O especialista também chama atenção para a relação entre câncer de pâncreas e diabetes: cerca de 80% dos pacientes apresentam intolerância à glicose ou diabetes no momento do diagnóstico. “Há uma via de mão dupla: o câncer pode induzir alterações metabólicas que levam ao diabetes, e o diabetes tipo 2 mal controlado pode aumentar o risco do tumor”, explica.
O diagnóstico envolve exames laboratoriais, de imagem e, às vezes, biópsia. Quando detectado precocemente, o tratamento pode ser mais eficaz, geralmente combinando cirurgia e quimioterapia. Em alguns casos, a quimioterapia é realizada antes da cirurgia para reduzir o tumor e melhorar o prognóstico.
Apesar dos desafios, avanços em medicina personalizada e genética têm trazido esperança. “Com a identificação de subtipos moleculares do câncer de pâncreas, conseguimos desenvolver terapias mais específicas e direcionadas. O futuro da oncologia pancreática é promissor”, conclui o oncologista.
Este conteúdo foi elaborado com informações da assessoria de imprensa da Oncoclínicas, reforçando a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento especializado para o câncer de pâncreas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



