Câncer de pâncreas em jovens: alerta para sintomas e prevenção precoce
Apesar de raro antes dos 50 anos, aumento de casos em pessoas jovens exige atenção aos sinais e fatores de risco
Dados recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), baseados no Globocan 2022 da Organização Mundial da Saúde, revelam que apenas 5,8% dos casos de câncer de pâncreas são diagnosticados em pessoas com menos de 50 anos. Apesar dessa baixa incidência, a crescente ocorrência da doença nessa faixa etária acende um sinal de alerta para especialistas e para o público em geral.
O câncer de pâncreas é conhecido pela alta taxa de mortalidade, principalmente porque seus sintomas iniciais são muitas vezes inespecíficos e confundidos com outras condições menos graves. Fadiga persistente, perda de peso sem explicação, dor abdominal, náuseas, desconforto nas costas e o amarelamento da pele e dos olhos são alguns dos sinais que merecem atenção. A SBCO destaca que a vigilância de fatores de risco, como tabagismo, obesidade e histórico familiar, além de alterações metabólicas inesperadas, pode ser fundamental para a suspeita clínica precoce.
No Brasil, a estimativa para 2025 aponta cerca de 11 mil novos casos da doença em todas as idades, sendo que a maioria dos diagnósticos ocorre em pessoas acima dos 65 anos. No entanto, o recente falecimento da atriz Titina Medeiros, aos 48 anos, trouxe à tona a necessidade de ampliar a conscientização sobre a possibilidade de câncer de pâncreas em pessoas mais jovens.
O cirurgião oncológico Paulo Henrique de Sousa Fernandes, presidente da SBCO, ressalta que “o câncer de pâncreas é majoritariamente uma doença do envelhecimento, mas isso não significa que esteja restrito aos idosos. Quando ocorre antes dos 50 anos, o impacto é grande porque foge do padrão esperado e, muitas vezes, é diagnosticado tardiamente”. Ele reforça a importância de evitar alarmismos, mas também de não minimizar o problema, já que a ausência de um exame de rastreamento eficaz dificulta a detecção precoce.
Quando identificado em estágios iniciais, o câncer de pâncreas pode ter uma taxa de sobrevida em cinco anos de até 44%, segundo dados do National Cancer Institute dos Estados Unidos. O tratamento depende do estágio do tumor, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sempre adaptados às condições clínicas do paciente.
Além da atenção aos sintomas, hábitos de vida saudáveis, como alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos, são recomendados para reduzir riscos. O acompanhamento médico é essencial, especialmente para quem tem histórico familiar da doença ou apresenta alterações metabólicas inesperadas, como o surgimento recente de diabetes.
Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, reforçando a importância da informação de qualidade para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de pâncreas. Fique atenta aos sinais do seu corpo e cuide da sua saúde!
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



