Câncer de mama em mulheres jovens: alerta e cuidados essenciais
Diagnósticos em mulheres abaixo de 40 anos são raros, mas apresentam estágios mais avançados e desafios específicos
O recente relato da influenciadora digital Bruna Furlan de Nóbrega, de 24 anos, sobre seu diagnóstico de câncer de mama trouxe à tona um tema que vem preocupando a população jovem: a incidência da doença em mulheres com menos de 40 anos. Embora seja considerada rara nessa faixa etária, a realidade mostra que muitas dessas pacientes apresentam estágios mais avançados e características clínicas mais agressivas da enfermidade.
Dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), com base no estudo AMAZONA III, realizado entre 2016 e 2018 em 22 centros de saúde públicos e privados do Brasil, revelam que 17% das mulheres diagnosticadas com câncer de mama têm menos de 40 anos. Esse percentual é superior ao observado em países desenvolvidos, onde a incidência varia entre 5% e 7%. No entanto, é importante destacar que o câncer de mama em jovens ainda é uma condição relativamente rara.
Segundo o mastologista Fernando Vecchi, membro da diretoria da SBM, “o caso, de fato, chama a atenção, mas o momento pede prudência e busca de informações confiáveis sobre o assunto”. Ele reforça que, apesar do impacto emocional que relatos como o da influenciadora causam, não se deve criar um movimento desordenado de jovens buscando exames sem indicação médica.
O estudo brasileiro também mostrou que o diagnóstico precoce por meio do rastreamento é menos frequente entre as mulheres jovens, com apenas 26% dos casos detectados dessa forma, contra 35,5% nas mulheres acima de 40 anos. Isso está alinhado à recomendação do Ministério da Saúde para que a mamografia seja realizada “sob demanda” a partir dos 40 anos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Outro dado preocupante é que 41,4% das mulheres jovens foram diagnosticadas em estágios III e IV da doença, os mais avançados, e 4,5% apresentaram metástase. Além disso, a mastectomia foi mais comum entre as pacientes jovens (54,7%) em comparação às mais velhas (45,7%). Esses fatores indicam um pior prognóstico e maior risco de recorrência para as mulheres abaixo dos 40 anos.
Ainda não há conclusões definitivas sobre as causas dessa prevalência maior no Brasil, o que reforça a necessidade de mais pesquisas. A SBM destaca a importância de centros especializados que atendam às necessidades específicas das mulheres jovens, como preservação da fertilidade, avaliação genética e suporte à cirurgia reconstrutiva.
Por fim, o alerta principal é para que todas as mulheres, independentemente da idade, fiquem atentas a qualquer alteração nas mamas e busquem orientação médica especializada. A informação correta e a prevenção são as melhores armas para enfrentar o câncer de mama, especialmente em uma faixa etária que demanda cuidados e abordagens diferenciadas.
Este conteúdo foi elaborado com base em dados fornecidos pela assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



