Afastamentos por transtornos mentais crescem e mobilizam cuidados no setor de saúde
Saúde mental em foco: iniciativas para acolher profissionais diante do aumento recorde de afastamentos
O Brasil vive um momento crítico em relação à saúde mental, com impactos diretos no mercado de trabalho. Dados recentes do Ministério da Previdência Social revelam que, em 2024, foram concedidos 472.328 afastamentos por transtornos mentais, o maior número em pelo menos uma década. Esse total representa 13,5% dos 3,5 milhões de pedidos de licença ao INSS no ano e corresponde a um aumento de 68% em relação a 2023, quando foram registrados 283 mil benefícios por essa causa.
Esse cenário preocupante está diretamente ligado à pressão do mercado de trabalho, às transformações nas relações profissionais e às consequências da pandemia de Covid-19. Transtornos como ansiedade, depressão e burnout são os principais motivos de afastamento, afetando trabalhadores de diversas áreas, com destaque para os profissionais da saúde, que enfrentam uma carga emocional intensa no dia a dia.
A campanha Janeiro Branco reforça a importância do cuidado contínuo com a saúde mental, propondo reflexões sobre prevenção, diagnóstico e tratamento dos transtornos psíquicos. A iniciativa destaca que o cuidado emocional deve ser uma prática constante, especialmente para quem atua na linha de frente da assistência à população.
Entre os transtornos mais comuns estão a depressão, que atinge cerca de 15,5% da população brasileira ao longo da vida, manifestando-se por tristeza persistente, apatia, alterações no sono e apetite, além de dificuldades de concentração. O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) envolve preocupação excessiva e sintomas físicos como tensão muscular e palpitações. Outros quadros frequentes são o transtorno bipolar, a síndrome de burnout e a síndrome do pânico, todos com impacto significativo na rotina e na qualidade de vida dos trabalhadores.
O tratamento desses transtornos inclui psicoterapia, acompanhamento médico, uso de medicação quando necessário e mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividades físicas e a melhora da qualidade do sono. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar agravamentos e afastamentos prolongados.
Diante desse contexto, o Grupo Chavantes, organização social de saúde que gerencia mais de 30 projetos em diferentes regiões do país, tem implementado ações voltadas ao acolhimento e cuidado emocional dos seus colaboradores. Segundo a psicóloga Carolina Caetano, “estruturar ações de acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento psicológico é fundamental para reduzir o adoecimento e fortalecer quem está na linha de frente do cuidado”.
Entre as iniciativas do grupo estão programas de apoio a profissionais envolvidos em situações críticas, com escuta qualificada e acompanhamento terapêutico, além de benefícios corporativos que incentivam a prática de atividades físicas e o acesso a atendimentos psicológicos por plataformas especializadas. Também são oferecidos clubes de desconto para promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A presidente do Grupo Chavantes destaca que “investir em escuta, acolhimento e condições adequadas de trabalho é uma responsabilidade institucional e um compromisso com a sustentabilidade do cuidado”. Ela reforça que canais de ouvidoria, comitê de ética e compliance garantem espaços seguros para que os profissionais possam se manifestar, ressaltando que “cuidar de quem cuida é uma escolha que impacta diretamente na prestação dos serviços, na saúde das equipes e, principalmente, da população atendida”.
Com o aumento recorde dos afastamentos por transtornos mentais, fica claro que o cuidado com a saúde emocional dos trabalhadores, especialmente na área da saúde, é urgente e indispensável para garantir qualidade de vida e eficiência no atendimento à população.
Conteúdo elaborado com base em dados da assessoria de imprensa do Grupo Chavantes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



