Isabel Veloso morre aos 19 anos vítima de Linfoma de Hodgkin: entenda a doença que atinge jovens

Influenciadora compartilhava tratamento nas redes; especialista explica sintomas, tratamento e avanços contra o linfoma

Isabel Veloso, influenciadora digital, faleceu neste sábado (10) aos 19 anos, vítima de Linfoma de Hodgkin, doença que havia sido diagnosticada em 2021. Ao longo do tratamento, Isabel compartilhou sua rotina nas redes sociais, mostrando a luta contra o câncer. Em outubro de 2025, ela passou por um transplante de medula óssea e, no final do ano, precisou ser entubada na UTI. A jovem deixou o marido e um filho de apenas 11 meses.

O Linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, principalmente jovens entre 15 e 25 anos, e em menor escala adultos entre 50 e 60 anos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no último ano, foram registrados 3.080 casos de linfoma de Hodgkin no Brasil, enquanto o linfoma não-Hodgkin, mais comum, teve 12.040 diagnósticos. Esses números dobraram nos últimos 25 anos, especialmente entre idosos, por motivos ainda desconhecidos.

A onco-hematologista Mariana Oliveira, da Oncoclínicas, destaca que não há prevenção conhecida para o linfoma devido à falta de entendimento sobre suas causas. “A boa notícia é o fato de os linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial”, afirma.

Os sintomas mais comuns incluem aumento dos gânglios linfáticos (popularmente chamados de ínguas) nas axilas, virilha ou pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo e febre. Em alguns casos, órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro podem ser afetados.

O tratamento varia conforme o subtipo da doença, mas geralmente envolve quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas. Em situações específicas, terapias alvo-moleculares são utilizadas, agindo como “mísseis teleguiados” para destruir as células cancerosas. O transplante de medula óssea também pode ser indicado, dependendo da extensão do tumor e da resposta ao tratamento.

Além disso, a medicina tem avançado com terapias celulares, como o autotransplante — que combina quimioterapia intensa com a infusão da medula do próprio paciente — e a imunoterapia. Esta última estimula o organismo a reconhecer e combater as células tumorais, desativando receptores dos linfócitos para que o corpo volte a atacar o câncer, com menos efeitos colaterais que os tratamentos tradicionais.

A história de Isabel Veloso reforça a importância da conscientização sobre o linfoma de Hodgkin, especialmente entre os jovens, para que o diagnóstico seja feito o quanto antes e as chances de cura aumentem. A luta contra o câncer é contínua e a informação é uma das maiores aliadas nessa batalha.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Oncoclínicas e dados do INCA.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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