Endividamento em alta: estratégias para evitar a inadimplência em 2026

Saiba como reorganizar suas finanças e usar o crédito com inteligência para começar o ano no azul

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,3% da renda anual em 2025, segundo dados do Banco Central, e a inadimplência segue crescendo, refletindo um cenário econômico desafiador para milhões de consumidores. Com a taxa Selic acima de 15% durante o ano, inflação persistente e perda de renda real, muitos brasileiros enfrentam dificuldades para manter as contas em dia.

De acordo com o Mapa de Inadimplência e Negociação de Dívidas do Serasa, até novembro de 2025 foram registrados cerca de 173 mil novos inadimplentes, totalizando aproximadamente 321 milhões de dívidas negativas, que somam R$511 bilhões. Esses números evidenciam a urgência de um planejamento financeiro eficaz para evitar que a inadimplência se consolide como um problema estrutural.

Fernando Lamounier, educador financeiro e sócio-diretor da Multimarcas Consórcios, destaca que “é urgente romper o ciclo da dívida com planejamento e cultura financeira. Sem isso, o país corre o risco de consolidar uma geração inteira presa à inadimplência”. Para ele, reorganizar as finanças não significa apenas pagar contas atrasadas, mas mudar o comportamento de consumo e planejamento.

Para ajudar a iniciar 2026 com maior equilíbrio financeiro, Lamounier recomenda passos práticos:

1. Mapeie todas as dívidas e priorize as mais caras – Liste valores, taxas de juros, prazos e credores, dando atenção especial ao cartão de crédito e cheque especial, que possuem os maiores custos. Segundo levantamento, 82% dos consumidores que regularizam suas finanças se sentem mais otimistas quanto ao futuro.

2. Negocie diretamente com os credores – Bancos e financeiras costumam oferecer descontos para pagamento à vista ou parcelamentos com juros menores, especialmente em feirões de renegociação, o que pode aliviar o peso das dívidas.

3. Evite trocar uma dívida cara por outra pior – Tomar crédito para pagar dívidas sem reduzir juros tende a agravar o problema. O ideal é substituir dívidas de alto custo por modalidades mais baratas ou eliminá-las.

4. Reorganize o orçamento com base em prioridades – Separe gastos essenciais, como moradia, alimentação e transporte, dos não essenciais. O planejamento financeiro em 2026 deve focar em reduzir gastos no presente para recuperar fôlego no médio prazo.

5. Crie uma reserva de emergência, mesmo que aos poucos – Guardar pequenas quantias regularmente ajuda a evitar a volta à inadimplência diante de imprevistos. O objetivo é acumular de três a seis meses do custo de vida, mas qualquer valor inicial já é um avanço.

6. Use o crédito de forma estratégica – Com juros elevados, o crédito deve ser utilizado somente com planejamento. Modalidades como o consórcio, que não cobram juros, apenas taxa administrativa fixa, são alternativas interessantes para compras planejadas de maior valor.

Essas orientações, baseadas em dados e análises da assessoria de imprensa, mostram que o controle financeiro é um diferencial para quem deseja começar o ano com as finanças saudáveis. Com disciplina e mudanças no estilo de vida, é possível romper o ciclo da inadimplência e construir uma base sólida para o futuro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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