Câncer de mama em mulheres jovens: desafios e cuidados que exigem atenção especial

Diagnósticos antes dos 30 anos aumentam e demandam abordagem individualizada na oncologia

O diagnóstico de câncer de mama em mulheres com menos de 30 anos, embora ainda raro, tem chamado atenção da comunidade médica e do público em geral. O relato da influenciadora Bruna Furlan, diagnosticada aos 24 anos, reacendeu o debate sobre o avanço da doença em idades cada vez mais precoces, evidenciando desafios específicos no rastreamento, tratamento e prognóstico fora da faixa etária tradicional.

Especialistas da Oncoclínicas destacam que, apesar de o câncer de mama ser mais comum em mulheres acima dos 40 ou 50 anos, a idade isoladamente não protege contra a doença. “Sempre que temos uma paciente muito jovem, abaixo dos 30-40 anos, devemos pensar em causas genéticas, hereditárias”, explica a oncologista Marcela Bonalumi. Isso significa que fatores genéticos herdados podem aumentar a suscetibilidade ao câncer em pacientes jovens, o que exige uma investigação cuidadosa.

No Brasil, a idade média das pacientes com câncer de mama é mais baixa do que em outros países, com uma mediana de 53 anos. Esse dado justifica as recomendações para que o rastreamento por mamografia comece a partir dos 40 anos, já que o país apresenta um número crescente de pacientes jovens com a doença. Segundo o líder nacional de mastologia da Oncoclínicas, Guilherme Novita, o número de casos em mulheres com menos de 35 anos praticamente dobrou nas últimas décadas, passando de 1,7 para 3,5 casos a cada 100 mil mulheres.

O tipo de tumor diagnosticado em Bruna Furlan foi um carcinoma mamário invasivo do tipo não especial, que corresponde a cerca de 85% dos casos de câncer de mama. Essa classificação é feita por análise patológica e representa o tipo mais comum da doença.

Embora a idade não determine o tratamento, que depende do subtipo molecular e do estágio do câncer, pacientes jovens costumam apresentar tumores com maior agressividade. “O câncer de mama nessa faixa etária possui, geralmente, uma agressividade um pouco maior. Contudo, isso não quer dizer que ele não tenha tratamento”, afirma o mastologista. O tratamento geralmente envolve cirurgia, quimioterapia, terapias-alvo e radioterapia, conforme o caso.

Um ponto importante é que as estratégias tradicionais de rastreamento priorizam faixas etárias com maior incidência, o que pode dificultar a detecção precoce em mulheres abaixo dos 40 anos, para quem exames de rotina não são indicados sistematicamente. Por isso, a atenção aos sinais clínicos, ao histórico familiar e aos fatores de risco individuais é fundamental para antecipar a investigação. “A mamografia deve ser realizada anualmente para pacientes acima de 40 anos. Abaixo dessa idade, os exames devem ser solicitados conforme a história particular da paciente”, reforça Marcela Bonalumi.

Casos como o de Bruna Furlan ajudam a ampliar a discussão pública sobre o câncer de mama em mulheres jovens, ressaltando que informação, atenção ao corpo e acesso a avaliação especializada são ferramentas essenciais para o diagnóstico e tratamento adequados, independentemente da idade.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações da assessoria de imprensa da Oncoclínicas, referência no tratamento oncológico no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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