Câncer de mama em mulheres jovens: desafios e cuidados antes dos 30, 40 e 50 anos

Entenda como o câncer de mama afeta mulheres jovens e por que o diagnóstico precoce e o tratamento especializado são essenciais

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre mulheres em todo o mundo, e embora sua maior incidência ocorra após os 50 anos, um número significativo de diagnósticos atinge mulheres consideradas jovens do ponto de vista oncológico — aquelas com menos de 30, 40 e 50 anos. Dados do Globocan 2022, levantamento da Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC/OMS), indicam que cerca de 30% das mulheres diagnosticadas têm menos de 50 anos, um percentual que vem crescendo, especialmente em países de renda média e baixa.

Apesar de raro, o câncer de mama em mulheres com menos de 30 anos costuma apresentar características biológicas mais agressivas, como o câncer de mama triplo negativo, que não responde a terapias hormonais e limita as opções de tratamento. Nesses casos, a quimioterapia — muitas vezes associada à imunoterapia — é a principal estratégia antes da cirurgia. Essa abordagem, chamada quimioterapia neoadjuvante, pode permitir cirurgias mais conservadoras, evitando a mastectomia em alguns casos.

Além da agressividade do tumor, o diagnóstico precoce em mulheres jovens traz desafios específicos relacionados à fertilidade, carreira profissional, imagem corporal e saúde mental. O risco de recidiva é maior nos primeiros anos após o tratamento, especialmente para tumores triplo negativos, o que torna o acompanhamento rigoroso fundamental para detectar possíveis recaídas precocemente.

No Brasil, o câncer de mama representa cerca de três em cada dez casos de câncer entre mulheres, sendo a neoplasia feminina mais comum em mais de 157 países. O grupo de mulheres entre 40 e 49 anos passou a integrar o rastreamento sistemático na rede pública, refletindo a importância de políticas de saúde que considerem as particularidades da faixa etária.

A recente divulgação do diagnóstico de câncer de mama em uma influenciadora digital de 24 anos reacendeu o debate sobre a necessidade de informação qualificada e atenção clínica sensível à idade. A Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) destaca que, apesar de não ser possível prevenir todos os casos, hábitos de vida saudáveis — como manter o peso adequado, praticar exercícios, evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool — contribuem para a redução do risco.

É fundamental que mulheres de todas as idades estejam atentas a sinais clínicos como nódulos, alterações na pele da mama, mudanças no mamilo ou secreções anormais, buscando avaliação médica imediata. O cuidado multidisciplinar, o diagnóstico precoce e o tratamento especializado são essenciais para enfrentar os desafios do câncer de mama em mulheres jovens, garantindo melhores resultados e qualidade de vida.

Este conteúdo foi elaborado com base em informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e dados oficiais do Globocan 2022.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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