As 5 Tendências que Transformarão a Indústria e o Varejo em 2026

Como a inteligência artificial e o novo comportamento do consumidor vão redefinir o mercado, impulsionando eficiência, personalização e governança estratégica

Em 2026, o grande desafio não será mais testar a inteligência artificial (IA), mas sim transicionar da fase piloto para escalar com governança e gerar lucros. Dados recentes da McKinsey, NielsenIQ e Gartner apontam cinco tendências que guiarão essa transformação, superando também a atual “Crise da Confiança” do consumidor, que hoje exige valor e confiabilidade além do preço.

O destaque fica para a previsão do Gartner de que, até 2026, 40% das aplicações empresariais contarão com agentes de IA dedicados a tarefas específicas, um salto significativo em relação aos menos de 5% em 2025. Esse avanço é fundamental para garantir o retorno sobre o investimento (ROI).

O ano de 2025 foi marcado pelo boom das tecnologias avançadas guiadas por IA. A indústria, especialmente o setor varejista, acompanhou as mudanças no comportamento do consumidor, que passou a integrar de forma fluida o espaço físico e o online. Muitas empresas experimentaram novas ferramentas inteligentes, mas a maioria ainda está presa a pilotos isolados com retorno limitado. A grande virada para 2026 será escalar essas tecnologias com coerência, administração e lucro, transformando tendências em necessidades estratégicas.

A transição da fase de testes para a implantação em escala é o principal desafio global. Embora o valor da IA já seja reconhecido, a percepção do impacto financeiro ainda está em desenvolvimento. Segundo a pesquisa global “The State of AI 2025” da McKinsey, apenas 39% das empresas atribuem impacto no lucro à IA. No entanto, 80% dos entrevistados definem a eficiência como objetivo principal das iniciativas de IA, com crescimento e inovação como métricas adicionais.

O comportamento do consumidor também evolui, superando a chamada “Crise da Confiança”. Segundo o relatório “NIQ’s 2026 Consumer Outlook” da NielsenIQ, 95% dos consumidores consideram a confiança um fator fundamental na escolha de marcas. A cautela e a busca por valor moldaram o comportamento, com os consumidores avaliando cuidadosamente suas compras, priorizando confiabilidade, conveniência, experiência e coerência, além do preço.

Os agentes inteligentes de IA serão a força motriz para 2026, evoluindo de ferramentas operacionais para elementos centrais na expansão controlada, governança e maximização do ROI. A McKinsey aponta que 62% das organizações já experimentam agentes de IA, e 88% usam IA regularmente em alguma função de negócios. O Gartner prevê que 40% das aplicações empresariais terão agentes de IA dedicados a tarefas específicas, que permitirão interações personalizadas e simultâneas com milhões de clientes. Esses assistentes virtuais não apenas respondem a perguntas, mas antecipam necessidades, sugerem produtos e realizam transações completas. O desafio é garantir que essa comunicação seja fluida e natural.

Além disso, o relacionamento inteligente e a ascensão da conversação serão essenciais. Em 2026, conhecer apenas o nome do cliente não será suficiente. Será necessário entender o contexto real do consumidor, antecipar desejos e oferecer o produto ideal no momento certo. A personalização estratégica, baseada na compreensão do comportamento em tempo real, será fundamental tanto na jornada do cliente quanto na otimização da cadeia de suprimentos. O objetivo é construir relacionamentos sólidos por meio de conversas com histórico e antecipação das necessidades, pois a irrelevância será penalizada com a perda de atenção.

A conversação por voz também se consolidará como canal de compra e suporte. Pesquisa da PYMNTS Intelligence revela que 17,9% da população já utiliza voz para compras semanais, com destaque para a geração Z, onde 30,4% compram por voz semanalmente. A interação por voz elimina a necessidade de digitar ou navegar por menus complexos, acelerando o ciclo de compra e melhorando a satisfação. Isso reforça a importância de canais diretos, integrados e inclusivos que facilitem a jornada do consumidor.

Por fim, o crescimento das vendas por canais integrados e populares, como o chat commerce, será impulsionado pela IA. Essa tecnologia redefine o relacionamento B2B, conectando grandes marcas a pequenos e médios varejistas via plataformas como WhatsApp, automatizando toda a jornada de compra e permitindo reposição rápida e intuitiva de estoque a qualquer hora. O Gartner projeta que, em breve, quatro em cada dez interações digitais ocorrerão por voz ou linguagem natural, tornando a comunicação mais fluida que a navegação tradicional.

A visão do impacto da IA deve ir além da tecnologia para que a implantação seja estratégica e inteligente. Mais do que um motor de transformação, a IA deve redesenhar fluxos de trabalho e acelerar a inovação, superando antigas ideias de interrupção. Estará à frente o negócio que se adaptar ao novo comportamento do consumidor, oferecendo produtos ou serviços que ele nem sabia que precisava, exatamente no momento certo.

D

Por Danilo Rocha

Diretor de Vendas Brasil da Yalo, especialista em integração de IA em canais conversacionais e agentes inteligentes focados na indústria

Artigo de opinião

👁️ 60 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar