Anvisa classifica soluções salinas como dispositivos médicos para mais segurança nasal

Nova regulamentação traz padronização e combate ao uso incorreto de descongestionantes nasais no Brasil

A Anvisa aprovou recentemente a norma RDC nº 996/2025, que regulamenta as soluções salinas para lavagem nasal como dispositivos médicos. Essa medida traz mais segurança, padronização e clareza para os consumidores sobre esses produtos, muito usados no cuidado diário com a higiene nasal, especialmente por quem sofre com alergias e rinite. A informação foi divulgada por meio de assessoria de imprensa, destacando a importância da nova classificação para a saúde pública.

O otorrinolaringologista Dr. Lauro Nunes de Oliveira Filho, da Afya Ipatinga, explica que a norma exige registro sanitário para as soluções salinas como dispositivos médicos de classe de risco IV. Isso implica em rigorosas boas práticas de fabricação, rotulagem adequada, instruções claras de uso e controle da esterilidade e segurança das embalagens. Para o consumidor, no entanto, a forma de usar o produto permanece a mesma: as soluções salinas continuam sendo seguras para higiene nasal, podendo ser usadas por períodos prolongados, inclusive por crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, desde que respeitadas as orientações de higiene e técnica correta.

Essa regulamentação ganha ainda mais relevância diante do cenário preocupante do uso incorreto e automedicação com descongestionantes nasais no Brasil. Uma pesquisa publicada no Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences revelou que 63,1% dos entrevistados utilizam descongestionantes, e 64,5% deles o fazem sem orientação médica ou farmacêutica. Esses medicamentos, geralmente vasoconstritores como oximetazolina, xilometazolina e fenilefrina, atuam contraindo os vasos sanguíneos da mucosa nasal para aliviar a congestão temporariamente.

O problema ocorre quando esses descongestionantes são usados por períodos prolongados e sem acompanhamento médico, o que pode causar rinite medicamentosa — um efeito rebote em que a congestão retorna ainda mais intensa. Além disso, o uso abusivo pode provocar ressecamento, ardência, crostas, sangramentos e até alterações estruturais na mucosa nasal. Também há riscos de efeitos sistêmicos, como aumento da pressão arterial, palpitações, agitação e insônia, especialmente em pessoas com condições cardiovasculares, hipertensão, glaucoma, hipertireoidismo ou problemas de próstata.

Dr. Lauro reforça que o uso desses vasoconstritores deve ser pontual e por curto período, recomendando no máximo três dias consecutivos para alívio rápido da congestão nasal intensa. Para sintomas persistentes, como alergias crônicas ou sinusite, o tratamento adequado envolve outras estratégias, como lavagem nasal com solução salina, uso de corticoides nasais, controle ambiental e, em alguns casos, cirurgia.

Com essa nova regulamentação da Anvisa, as soluções salinas ganham mais credibilidade e segurança para o público, reforçando a importância do uso consciente e orientado dos produtos para a saúde nasal.
Acompanhe o Afina Menina para mais informações sobre saúde feminina e bem-estar.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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