Sofrimento silencioso: quando a mente pede ajuda sem gritar por socorro
Entenda os sinais sutis do adoecimento mental que passam despercebidos no dia a dia
Em meio à correria do cotidiano, muitas mulheres enfrentam um sofrimento silencioso que não se manifesta por meio de crises evidentes, mas que afeta profundamente o bem-estar emocional. Segundo dados da assessoria de imprensa, esse tipo de adoecimento mental é caracterizado por sintomas sutis e persistentes que, apesar de não interromperem a rotina, indicam que algo não vai bem.
Diferentemente de quadros mais visíveis, como a dificuldade extrema para realizar tarefas diárias ou alterações bruscas no comportamento, o sofrimento silencioso permite que a pessoa continue funcionando — trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos — mesmo sentindo um cansaço emocional constante, sensação de esvaziamento e desconexão. A psiquiatra Danielle Admoni, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria, explica que “a pessoa segue funcionando, mas com sensação frequente de cansaço emocional, esvaziamento e desconexão”.
Entre os sintomas mais comuns estão irritabilidade constante, baixa tolerância a frustrações, dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes, sensação de mente “embaralhada”, perda de prazer em atividades antes agradáveis, procrastinação acompanhada de culpa e distanciamento emocional de pessoas próximas. Outro sinal frequente é a sensação de estar sempre devendo algo, mesmo quando se faz muito.
Esses sinais são frequentemente minimizados, tanto pela própria pessoa quanto por quem está ao seu redor, sendo atribuídos ao estresse ou a uma “fase difícil”. A cultura da produtividade reforça essa invisibilidade, pois enquanto a pessoa consegue cumprir suas obrigações, entende-se que está tudo bem. No entanto, ignorar esses sintomas pode levar ao agravamento do quadro, evoluindo para depressão, ansiedade crônica e burnout, além de prejudicar relações pessoais, desempenho cognitivo e saúde física.
Reconhecer esses sinais precocemente é fundamental para o cuidado e prevenção. Quando o mal-estar emocional persiste por semanas, o cansaço se torna constante e a vida passa a ser vivida no modo automático, sem sentido ou prazer, é hora de buscar ajuda profissional. Danielle Admoni reforça que “se esses sintomas trazem um prejuízo clinicamente significativo, eles precisam ser tratados, por isso é importante procurar um profissional de saúde mental para avaliar”.
O Janeiro Branco, campanha dedicada à promoção da saúde mental, destaca a importância de ampliar o olhar para além dos quadros mais extremos, valorizando também aqueles que sofrem em silêncio. Cuidar da mente é prestar atenção ao que não grita, mas insiste, garantindo que o sofrimento silencioso não seja ignorado.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



