Lesão do Ligamento do Joelho Aumenta entre Adultos que Praticam Esporte por Lazer

Saiba por que a ruptura do ligamento cruzado anterior cresce entre quem retoma atividades físicas sem preparo adequado

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), tradicionalmente associada a atletas profissionais, tem apresentado crescimento significativo entre adultos acima dos 30 anos que praticam esportes por lazer, como futebol amador, corrida e treino funcional. Segundo dados da assessoria de imprensa, o LCA é responsável por até 50% das lesões ligamentares do joelho, com uma incidência anual estimada entre 30 e 78 casos a cada 100 mil pessoas.

No Brasil, apesar da ausência de um levantamento nacional consolidado, especialistas observam um aumento expressivo nos atendimentos relacionados a esse tipo de lesão. Esse crescimento está ligado à retomada das atividades físicas após períodos prolongados de sedentarismo e ao aumento da popularidade de modalidades recreativas que exigem movimentos bruscos e torções, comuns em esportes intermitentes.

O ortopedista Thales Rama explica que o joelho raramente dá muitos sinais antes da ruptura do ligamento. “Em muitos casos, o paciente relata um entorse que pode vir junto com a sensação de estalo no local, acompanhando em sua maioria um inchaço e sensação de instabilidade, mas às vezes tenta seguir treinando”, alerta. A continuidade da prática esportiva sem avaliação adequada pode agravar o quadro, comprometendo outras estruturas do joelho, como meniscos e cartilagem.

As lesões ocorrem principalmente em movimentos de torção, desaceleração brusca ou mudança rápida de direção — ações frequentes em esportes praticados sem rotina de treino. “É comum vermos rupturas em jogos de fim de semana, quando a pessoa não tem rotina de treino, mas exige do corpo como se tivesse”, destaca o especialista.

Nem toda ruptura do LCA exige cirurgia imediata. A decisão depende da idade, nível de atividade física, presença de lesões associadas e expectativa de retorno ao esporte. Para pacientes jovens e ativos, a reconstrução ligamentar costuma ser indicada para restaurar a estabilidade do joelho e evitar o desgaste precoce da articulação.

Outro ponto importante é o retorno às atividades físicas. Pesquisas indicam que voltar ao esporte antes da reabilitação completa pode aumentar em até 30% o risco de nova lesão, seja no mesmo joelho ou no contralateral. “O tempo não é o único critério. O joelho precisa estar forte, estável e com uma musculatura preparada para os movimentos do esporte”, reforça Rama.

Entre os principais sinais que indicam a necessidade de avaliação ortopédica estão: estalo no momento da lesão, inchaço rápido do joelho, sensação de falseio ou instabilidade e dificuldade para apoiar o peso ou mudar de direção. “O maior erro é normalizar a dor e a sensação de instabilidade, achando que podem se acostumar com os sintomas ou acreditar que eles simplesmente vão desaparecer. Quanto antes o diagnóstico, melhores são as chances de uma recuperação funcional e de um tratamento adequado e individualizado”, conclui o ortopedista.

Este alerta é especialmente relevante para mulheres que buscam manter um estilo de vida ativo e saudável, reforçando a importância do preparo físico e do acompanhamento profissional para prevenir lesões e garantir a longevidade das articulações.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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