Férias com pais separados: como garantir tranquilidade e bem-estar para as crianças
Diálogo, planejamento e respeito às regras são essenciais para férias harmoniosas em famílias divorciadas
Planejar as férias das crianças em famílias com pais separados pode ser um desafio, mas com diálogo, regras claras e atenção à documentação, é possível garantir um período tranquilo e feliz para todos. Segundo dados da assessoria de imprensa do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), a comunicação respeitosa entre os genitores é fundamental para evitar conflitos e priorizar o bem-estar dos filhos.
Para muitas crianças, as férias escolares significam dividir o tempo entre duas casas. Embora isso possa gerar empolgação, também pode despertar insegurança e ansiedade. A professora Ana Paula Nacke, especialista em Direito de Família, destaca que “juízes e tribunais sempre vão priorizar o interesse da criança” e que “o convívio equilibrado com ambos os pais é essencial”. Por isso, os pais devem focar no que é melhor para os filhos, deixando de lado as diferenças pessoais.
O planejamento antecipado é um dos principais pontos para garantir férias harmoniosas. Dialogar com antecedência sobre datas, desejos e necessidades das crianças ajuda a organizar o período de forma tranquila. A alternância em datas comemorativas como Natal, Ano Novo e Páscoa, sem disputas por experiências mais luxuosas, contribui para o equilíbrio emocional dos menores. Quando há dificuldades para chegar a um consenso, a formalização por meio de um documento, como o plano de parentalidade, pode trazer segurança jurídica e evitar mal-entendidos.
Caso o diálogo não seja suficiente, a advogada orienta que se recorra ao Poder Judiciário para regulamentar a convivência, ressaltando que processos envolvendo menores têm prioridade e tramitação ágil. Ela também explica que o tipo de guarda, seja compartilhada ou unilateral, não determina com quem a criança passará as férias, pois “o direito de convivência é independente da modalidade de guarda” e o foco deve ser sempre o melhor interesse do menor.
Durante as férias, a comunicação entre os pais deve continuar, com o responsável informando o outro sobre situações relevantes e permitindo contato por chamadas ou vídeo. “O genitor que está com a criança tem autonomia para organizar o período, sem interferências”, afirma Ana Paula.
Quanto às viagens, é importante observar as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para viagens nacionais, menores de 16 anos podem viajar com um dos pais ou parentes próximos sem autorização do outro responsável. Já para viagens internacionais, a autorização expressa do outro genitor, com firma reconhecida, é necessária quando o menor viaja acompanhado de apenas um dos pais ou sozinho.
Para garantir férias mais leves e seguras, a especialista recomenda: priorizar o bem-estar dos filhos, ser flexível, planejar com antecedência, formalizar acordos quando necessário, seguir as regras estabelecidas, manter rotinas e ouvir a criança, respeitando sua idade e maturidade.
Além disso, para famílias de baixa renda, o Centro Universitário Integrado oferece assistência judiciária gratuita em casos relacionados ao Direito de Família, Infância e Juventude, entre outros, auxiliando na resolução de conflitos de forma acessível e humanizada.
Com planejamento, respeito e foco no que realmente importa, as férias podem ser um momento de alegria e boas memórias para as crianças, independentemente da configuração familiar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



