EUA retiram 6 vacinas do calendário infantil e acendem alerta sobre saúde pública

Mudança pode impactar proteção das crianças e aumentar riscos de doenças antes controladas

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de retirar seis vacinas do calendário infantil oficial reacendeu um debate importante sobre os impactos das escolhas políticas na saúde pública. Anunciada em um momento de aumento dos casos de doenças respiratórias no país, essa mudança substitui a recomendação universal de imunização por um modelo de “decisão clínica compartilhada” entre médicos e famílias. Na prática, as vacinas continuam disponíveis, mas perdem o respaldo institucional do calendário nacional.

Segundo especialistas consultados pela assessoria de imprensa, essa alteração pode reduzir a adesão vacinal e ampliar os riscos coletivos. O infectologista Guenael Freire, do Laboratório São Marcos, alerta que “doenças que poderiam estar erradicadas a partir de 2030 podem retornar com força total, representando risco para crianças, adultos, idosos e pessoas com comorbidades”. O maior perigo está no impacto gradual sobre a confiança nas vacinas, que pode resultar no retorno de surtos de doenças antes controladas.

O infectologista Alberto Chebabo destaca que “as consequências não aparecem da noite para o dia, mas surgem meses ou anos depois, na forma de casos graves de meningite, bronquiolite e gastroenterite em crianças”. Ele ressalta ainda que a lógica da saúde coletiva difere da individual, pois políticas públicas existem para proteger inclusive quem não pode escolher. Em tempos de desinformação acelerada, o papel do Estado como voz clara em defesa das vacinas é fundamental. Apesar da decisão do governo norte-americano, a Academia Americana de Pediatria manteve a recomendação dessas vacinas.

A infectologista Rosana Richtmann chama atenção para o impacto desigual dessa decisão, que tende a afetar mais severamente famílias com menor acesso à informação qualificada. “Quem tem acompanhamento médico consistente continuará protegido. Já as populações mais vulneráveis perdem a principal mensagem pública de cuidado coletivo”, afirma.

As seis vacinas retiradas do calendário oficial são:
1. Influenza – Protege contra formas graves da gripe, reduzindo complicações como pneumonia e internações, especialmente em crianças menores de 5 anos.
2. Hepatites A e B – A Hepatite A previne surtos relacionados a água e alimentos contaminados, enquanto a Hepatite B evita infecções crônicas que podem levar a cirrose e câncer de fígado.
3. Meningococo – Vacina contra meningite bacteriana, doença que pode evoluir rapidamente para morte ou sequelas graves, sendo essencial para crianças pequenas.
4. Rotavírus – Previne gastroenterite severa e desidratação, uma das principais causas de internação infantil em locais com baixa cobertura vacinal.
5. Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – Principal causa de bronquiolite em bebês, responsável por muitas hospitalizações no primeiro ano de vida.

Guenael Freire reforça que “vacinação não é só proteção individual, ela é a base de qualquer sistema de saúde eficiente”. A decisão dos EUA, portanto, levanta um alerta sobre a importância de manter políticas públicas claras e efetivas para garantir a proteção coletiva, especialmente em um cenário global marcado pela desinformação e desigualdades no acesso à saúde.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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